Nunes Marques segue decisão de Zanin e determina que urnas que não foram fechadas sigam votação
TSE cumpre decisão do STF sobre a prorrogação
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seguiu a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o adiamento da votação e determinou que a votação siga até 19h, em locais que não houve fechamento de urnas.
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"Nesse sentido, orienta-se que as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília), em estrito cumprimento à determinação judicial. Solicita-se a imediata adoção das providências necessárias ao cumprimento da decisão, com a devida orientação aos juízos eleitorais e às mesas receptoras de votos", declarou Nunes Marques.
O parecer foi dado após a decisão de Zanin sobre a prorrogação do horário, que passou de 17h para às 19h. O ministro do STF afirmou que a medida liminar foi tomada após as duas candidaturas alegarem problemas no transtorte dos eleitores.
"Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nor termos anteriormente mencionados", declarou.
Falta de ônibus
A prorrogação tem como contexto uma série de pedidos apresentados pela campanha de Lula ao longo do domingo. Inicialmente, a coligação solicitou a ampliação do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Posteriormente, estendeu a solicitação a outros nove Estados. Às 16h22, apresentou uma reclamação ao STF, pedindo que a prorrogação fosse aplicada a todo o território nacional.
A campanha alegou que a redução da oferta de transporte público prejudicou o deslocamento de eleitores aos locais de votação. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento da frota integral. Em Teresina, uma decisão semelhante estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. Na capital paulista, um levantamento apresentado pela campanha apontou redução média de 31,4% na circulação de ônibus entre 11h e 14h, em comparação com os dias úteis da mesma semana.
Mais cedo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que analisaria as denúncias sobre o transporte de eleitores, mas não confirmou a ampliação do horário neste primeiro momento. Na reclamação apresentada ao STF, a coligação também solicitou a manutenção do transporte coletivo gratuito até as 21h, com frota equivalente à dos dias úteis.

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