O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, se esquivou de responder se a votação do segundo turno das eleições será prorrogada em Salvador (BA) após relatos de dificuldades no transporte público. Durante entrevista coletiva neste domingo, 25, o ministro afirmou que o Tribunal recebeu uma demanda relacionada ao problema, mas não informou se o horário poderá ser ampliado.
"Eu soube que já há demanda no TSE nesse sentido e isso, certamente, como toda e qualquer ação, será analisado a seu tempo", declarou Nunes Marques durante a coletiva, realizada às 14h10, em Brasília.
O ministro afirmou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) está enviando relatórios periódicos ao TSE sobre a situação do transporte público na capital baiana. Segundo ele, representantes da Justiça Eleitoral também fizeram vistorias presenciais para verificar a ausência de ônibus que deveriam estar circulando.
"Nós estamos recebendo periodicamente relatórios do Tribunal Regional Eleitoral do Estado da Bahia, que já diligenciou, inclusive in loco, para detectar qual o nível de ausência dos ônibus que obrigatoriamente deveriam estar circulando hoje", disse.
Nunes Marques também foi questionado sobre relatos de dificuldades no transporte de eleitores em São Paulo e Teresina (PI), mas não apresentou informações específicas sobre essas cidades.
Em outra resposta durante a coletiva, o presidente do TSE reconheceu problemas no deslocamento de eleitores em algumas regiões do país e afirmou que as dificuldades estão sendo corrigidas.
"A notícia que nós temos é que, de fato, em alguns locais ainda há dificuldade no transporte, que já está sendo corrigida", declarou.
Justiça Eleitoral manda prender secretário em Salvador
O problema no transporte público de Salvador levou o TRE-BA a determinar a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, neste domingo.
A decisão foi assinada pelo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, após uma ação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que denunciou a redução da frota de ônibus durante a votação.
O tribunal determinou o restabelecimento imediato de 100% da frota, com gratuidade e frequência equivalente à dos dias úteis. Também estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
O secretário atribuiu os problemas à colocação de adesivos eleitorais em ônibus e afirmou que a operação já havia sido normalizada.
A votação do segundo turno está prevista para terminar às 17h deste domingo, horário de Brasília.