Veja como os aliados de Flávio Bolsonaro se posicionaram após carta publicada e fuga para os EUA
Nomes próximos ao senador reagiram após texto publicado por ele e mantiveram postura de reconhecer resultado das eleições
Após as declarações de Flávio Bolsonaro (PL) contestando o resultados das eleições, seguida da fuga para os Estados Unidos e da publicação de uma carta em que chegou a se autoproclamar presidente do Brasil, aliados do ex-candidato à presidência reconheceram o resultado das urnas no último domingo, 25, ainda que tenham mantido apoio ao senador.
Partidos, líderes de governo e apoiadores de Flávio Bolsonaro não reconhecem o discurso de fraude reforçado pelo senador na carta publicada na tarde desta quarta-feira. Nomes do alto escalão do PL, como Rogério Marinho, que foi coordenador de campanha, e Valdemar da Costa Neto, presidente do partido, foram claros em suas posições sobre a disputa eleitoral.
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“O PL não pode fazer essa afirmação porque não tem prova nesse sentido”, declarou Marinho. Costa Neto, que foi o nome responsável por confirmar a posição do PL de aceitar o resultado das eleições, ponderou em sua declaração que seguirá atrás de "respostas" e de "transparência" após o pedido de adiamento do horário do fim das votações no domingo.
Os dois principais nomes do PL refletem como tem sido o comportamento dos nomes mais próximos de Flávio Bolsonaro diante da crise que surgiu desde a entrevista após o resultado das eleições. Rogério Marinho suavizou seu discusou quando disse que o senador estava "desabafando" na carta e que ele está "extremamente abalado" com a situação.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi um dos nomes mais importantes nos bastidores da campanha de Flávio e, dois dias depois do resultado, reconheceu a vitória de Lula nas urnas. Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista, também acompanhou a posição.
Governador e prefeito, porém, também insistiram num discurso de "abuso do poder público" por parte de Lula e "interferência do poder judiciário". “Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos”, disse Tarcísio, sem exemplificar quais seriam esses excessos.
Partidos aliados reconhecem a vitória
O PSD, de Gilberto Kassab, publicou uma nota oficial reconhecendo a vitória de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) e desejou um bom governo aos vencedores ao citar o "compromisso com a democracia". O MDB foi na mesma linha e disse ter "total confiança no sistema eleitoral brasileiro".
Antonio Rueda, presidente do União Brasil, também publicou nota em conjunto com o partido afirmando que, para o grupo, a democracia é um valor inegociável. "Não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas. Nesse momento é essencial que as instituições sejam maiores que as pessoas. Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país”, diz o texto.
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