Pai mata filha após discussão política; veja detalhes do caso
Caso ocorreu nos Estados Unidos durante visita da jovem inglesa ao pai; defesa alega disparo acidental, enquanto namorado da vítima relata forte desavença prévia
Um crime que chocou a opinião pública em 2025 voltou ao centro do debate jurídico. Uma discussão política foi a causa da morte de Lucy Harrison, de 23 anos. A morte foi causada pelo próprio pai, Kris Harrison. O britânico residente nos Estados Unidos é acusado de balear e matar a garota após uma intensa discussão política envolvendo o nome de Donald Trump. No entanto, a defesa do pai sustenta a tese de acidente doméstico.
Discussão política faz pai matar a filha
Lucy, que morava na Inglaterra, estava de férias em solo americano para visitar o genitor na companhia do namorado, Sam Littler. De acordo com o depoimento de Sam, o clima entre pai e filha ficou tenso no dia 10 de janeiro de 2025 devido a uma "grande discussão" sobre o cenário político americano. O namorado relatou que, pouco antes do horário previsto para o retorno do casal ao Reino Unido, Kris teria conduzido Lucy pela mão até o seu quarto, no térreo da residência. Pouco depois, Sam ouviu um barulho alto seguido de gritos; ao entrar no cômodo, encontrou Lucy caída no chão e o pai em estado de choque. "Lembro de entrar correndo no quarto e ver Lucy caída no chão, perto da porta do banheiro, enquanto Kris gritava coisas sem sentido."
Em sua oitiva, Kris Harrison apresentou uma versão conflitante com a do genro. Ele negou qualquer desavença com a filha e afirmou que ambos assistiam a uma reportagem sobre crimes com armas de fogo quando ele decidiu mostrar a sua própria pistola à jovem. Harrison alega que, ao manusear o objeto no quarto, a arma disparou involuntariamente. "Lucy caiu imediatamente", declarou o réu, que também admitiu ter sofrido uma "breve recaída" no consumo de álcool no dia do incidente, ressaltando um histórico prévio de dependência química.
O julgamento agora avalia as provas periciais e os testemunhos para determinar se o disparo foi, de fato, um acidente negligente sob efeito de álcool ou um homicídio motivado por um desentendimento familiar.