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O naufrágio italiano que abalou o Brasil: SS Principessa Mafalda

No dia 25 de outubro de 1927, um episódio dramático marcou a história do Brasil, aconteceu o naufrágio do transatlântico italiano SS Principessa Mafalda na costa do país. Relembre o episódio!

27 out 2025 - 15h00
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No início do século XX, o transporte marítimo desempenhava papel fundamental na ligação entre a Europa e a América do Sul. Em 25 de outubro de 1927, um episódio dramático marcou a história desse período. Nessa data, aconteceu o naufrágio do SS Principessa Mafalda. O transatlântico italiano, símbolo de progresso e modernidade, enfrentou sua última viagem próximo às águas brasileiras e envolveu-se em uma das maiores tragédias náuticas da época.

A embarcação transportava centenas de passageiros, muitos deles italianos que buscavam oportunidades no Brasil. Afinal, o país representava uma nova esperança para imigrantes do Velho Continente. A embarcação, que partiu de Gênoa, na Itália, estava em pleno trajeto rumo ao porto de Santos quando uma falha técnica inesperada provocou graves consequências. A rotina da tripulação rompeu-se quando o navio sofreu vazamento na região do motor, levando ao inevitável afundamento em poucas horas.

A embarcação, que partiu de Gênoa, na Itália, estava em pleno trajeto rumo ao porto de Santos quando uma falha técnica inesperada provocou graves consequências – Radosław Botev/Wikimedia Commons
A embarcação, que partiu de Gênoa, na Itália, estava em pleno trajeto rumo ao porto de Santos quando uma falha técnica inesperada provocou graves consequências – Radosław Botev/Wikimedia Commons
Foto: Giro 10

O que causou o naufrágio do SS Principessa Mafalda?

A principal hipótese para o acidente foi uma pane mecânica associada ao desgaste das estruturas do navio. Embora o SS Principessa Mafalda fosse considerado seguro, problemas no sistema de propulsão e manutenção insuficiente agravaram a situação. Assim, o contato com uma hélice solta provocou a abertura de um rombo, que rapidamente alagou compartimentos essenciais e desestabilizou a embarcação. Os relatos da época indicam que as condições de resgate eram precárias, colaborando para o elevado número de vítimas.

As ações de emergência foram marcadas por confusão, e as embarcações de apoio ao longo da costa encontraram dificuldades para atuar rapidamente. Em poucas horas, o naufrágio estava consumado, surpreendendo tanto passageiros quanto os marinheiros. Dessa forma, os relatos publicados nos jornais em 1927 evidenciam um cenário de desespero a bordo, agravado pela ausência de equipamentos de salvatagem eficientes.

Como foi o resgate dos sobreviventes e o impacto humano?

O socorro aos náufragos do SS Principessa Mafalda envolveu principalmente navios mercantes e pesqueiros que navegavam próximos à costa do sul da Bahia. Assim, estima-se que houve o resgate de cerca de 300 passageiros, enquanto mais de três centenas perderam a vida na tragédia. As dificuldades de comunicação e a desorganização na distribuição de botes salva-vidas comprometeram a eficácia do salvamento. Muitos sobreviventes relataram episódios de pânico intenso, competição por vagas nas embarcações de apoio e improvisação durante a fuga das águas agitadas.

  • Botes salva-vidas insuficientes: Os recursos de segurança não comportaram a quantidade de passageiros.
  • Demora no socorro: Outros navios notaram o acidente tardiamente.
  • Falta de treinamento: Relatos apontam falhas no preparo da tripulação para situações de emergência.

As famílias dos desaparecidos buscaram por informações e conforto junto às autoridades consulares no Brasil, enquanto jornais italianos e brasileiros acompanharam o desdobramento dos resgates. O luto tomou conta das comunidades que aguardavam notícias dos embarcados.

stima-se que, entre passageiros e tripulantes, mais de trezentas pessoas tenham perdido a vida – Ricce/Wikimedia Commons
stima-se que, entre passageiros e tripulantes, mais de trezentas pessoas tenham perdido a vida – Ricce/Wikimedia Commons
Foto: Giro 10

Por que o SS Principessa Mafalda foi uma das maiores tragédias marítimas do Brasil?

O naufrágio do SS Principessa Mafalda entrou para a história como um dos desastres marítimos mais marcantes em águas brasileiras devido ao alto número de vítimas e à comoção causada nos países envolvidos. Estima-se que, entre passageiros e tripulantes, mais de trezentas pessoas tenham perdido a vida. Esse episódio evidenciou a importância de revisões periódicas nas embarcações e colocou em evidência as limitações enfrentadas pelas autoridades portuárias da época no gerenciamento de grandes emergências.

O impacto não se limitou à esfera náutica: o acontecimento suscitou debates sobre normas de segurança, obrigatoriedade no treinamento de tripulações e renovação dos equipamentos de salvatagem nos navios internacionais. Além disso, a tragédia do SS Principessa Mafalda transformou-se em referência para discussões posteriores sobre imigração, trajetórias de italianos no Brasil e o papel das linhas marítimas na narrativa das grandes ondas migratórias do século XX.

  1. Debates sobre segurança marítima
  2. Revisão de normas para resgate em alto mar
  3. Reflexões sobre a imigração italiana

Décadas após o acidente, familiares das vítimas e sobreviventes ainda relembram, em encontros e homenagens, o naufrágio que alterou de forma significativa a relação entre América do Sul e as linhas marítimas europeias. O SS Principessa Mafalda permanece na memória coletiva como símbolo de esperança, superação e, lamentavelmente, da vulnerabilidade humana diante das forças do mar.

Giro 10
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