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Professora acusada de engravidar de aluno adolescente perde a guarda da filha

Rebecca Joynes é acusada de ter engravidado de um aluno adolescente quando era investigada por ter abusado sexualmente de outro estudante

13 mai 2024 - 17h55
(atualizado às 18h21)
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Rebecca Joynes, de 30 anos
Rebecca Joynes, de 30 anos
Foto: Reprodução

A professora de matemática que está sendo julgada pela Justiça da Inglaterra, sob a acusação de engravidar de um aluno adolescente, revelou que perdeu a custódia da filha que teve com ele. Ela teria se relacionado com o aluno quando era investigada por ter abusado sexualmente de outro estudante menor de idade. As informações são do jornal Extra

Ao comparecer perante o tribunal de Manchester nesta segunda-feira, 13, Rebecca Joynes, de 30 anos, chorou e relatou aos jurados que sua filha foi retirada dela "24 horas após o nascimento". A britânica afirmou que agora visita a criança três vezes por semana, durante o período três horas e sempre sob supervisão.

Conforme o jornal britânico Daily Mail, o promotor do caso disse à Justiça que Rebecca teria dado para uma de suas supostas vítimas, o menor de idade identificado como "menino A", um cinto da grife Gucci de 345 libras (cerca de R$ 2.185). Ela o convidou para ir a seu apartamento em Salford, na Grande Manchester, onde eles teriam tido relações íntimas duas vezes.

O caso se espalhou e a polícia foi chamada à escola onde Rebecca trabalhava. Ela foi presa e libertada posteriormente sob fiança, mas a Justiça determinou que a professora não poderia ter contato com nenhum jovem menor de 18 anos. Na ocasião, ela foi suspensa do emprego.

No entanto, enquanto aguardava julgamento pelo ocorrido, foi revelado que ela mantinha um relacionamento sexual com outro estudante, segundo disse o promotor Joe Allman. O caso com esse segundo menino foi exposto depois que ela contou ao menor que estava esperando um filho dele. Joynes já teve o bebê, segundo o júri.

Como os abusos teriam ocorrido

Segundo a Justiça britânica, em outubro de 2021, a professora dava aulas adicionais de matemática ao primeiro aluno – "menino A". Durante uma das aulas, conforme o estudante disse à polícia, ela lhe propôs um desafio para adivinhar o número do seu celular, tendo dado a ele dez dos 11 dígitos, disse o promotor.

A acusação disse aos jurados que este era "obviamente um jogo projetado para ele adivinhar o número dela". Eles começaram a trocar mensagens e combinaram que o jovem de 15 anos fosse ao apartamento dela depois da escola, em uma noite de sexta-feira, conforme relatado por Joe Allman no tribunal.

"A princípio ele pensou que ela estava brincando", disse Allman. Mas, naquele dia, ela o pegou em seu carro antes de buscar seu cachorro em uma creche para cães, deixando o animal na casa de seus pais antes de levá-lo ao Trafford Centre.

O júri viu o que Allman disse ser uma filmagem clara do estudante escolhendo um cinto na Gucci Selfridges. Joynes – vestindo uma jaqueta turquesa – pôde então ser vista colocando seu cartão do banco no balcão antes que a vítima colocasse o cinto. Allman disse aos jurados que ela estava "preparando" o menino. Outras imagens de câmeras de monitoramento mostram a dupla chegando ao apartamento dela, disse Allman. O menino afirmou à polícia que eles tiveram relações sexuais duas vezes.

Mas, depois que o menino contou aos amigos, a polícia foi chamada à escola e Joynes foi presa. Ela negou o crime ao júri.

Segundo o Daily Mail, foi somente após o depoimento da primeira vítima no tribunal que o suposto relacionamento com o segundo aluno, o "menino B", foi revelado. Esse outro estudante disse à polícia que eles começaram a se beijar quando ele tinha apenas 15 anos, mas a professora afirma que a atividade sexual só aconteceu depois que ele completou 16 anos e ela foi demitida do cargo de professora.

Segundo o aluno relatou em depoimento às autoridades, ele tentou segui-la no Snapchat em fevereiro de 2022, plataforma por meio da qual ela teria enviado fotos íntimas. As mensagens tornaram-se 'paquera', até que o menor concordou em ir ao apartamento dela.

Conforme o jovem relatou, os dois tiveram relações sexuais diversas vezes, até que a professora contou que estava grávida. Ele também afirmou que tentou 'repetidamente' terminar o relacionamento, mas ela se tornou 'controladora' e não o deixou colocar um fim na relação.

"Oportunamente, [o menino B] deu seu próprio relato. Ele disse que a Sra. Joynes era sua professora, que eles mantiveram contato enquanto ela estava suspensa e que ele foi ao apartamento dela quando tinha 15 anos. Depois que ele completou 16 anos, ele iniciou um relacionamento sexual completo com ela, que acabou grávida, para grande choque dele, porque ela lhe disse que não poderia engravidar porque tinha síndrome dos ovários policísticos", disse o promotor.

Fonte: Redação Terra
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