Polônia e Alemanha prometem liderar recuperação econômica da Europa
Alemanha e Polônia precisam assumir responsabilidade conjunta pela recuperação econômica na Europa, afirmaram os ministros das Finanças dos dois países em Varsóvia na segunda-feira, no momento em que o crescimento do continente continua lento em comparação com rivais como EUA e China.
Uma economia relativamente fraca agravou os desafios da Europa em várias outras frentes, com ameaças percebidas à segurança por parte da Rússia, disputas comerciais e geopolíticas com o governo Trump e incerteza sobre as relações com Pequim.
"Precisamos tornar a Europa mais competitiva", afirmou o ministro das Finanças polonês, Andrzej Domanski, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o vice-chanceler e ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil.
"Tanto a Polônia quanto a Alemanha estão prontas para criar esse impulso e desenvolver políticas econômicas que devolvam à Europa o poder econômico, em vez do regulatório", disse ele.
Klingbeil falou sobre a relação transatlântica e as mudanças marcantes que ela está passando.
"E concordamos: precisamente nesta fase, devemos fortalecer a Europa e levá-la adiante", disse ele, em sua primeira visita à Polônia desde que assumiu o cargo.
Segundo Klingbeil, a UE precisa se tornar "mais rápida, mais inteligente e mais capaz de lidar com a complexidade".
Ministros de seis economias europeias importantes, incluindo Alemanha e Polônia, prometeram na quarta-feira ser os impulsionadores do progresso europeu, ao abordarem como avançar com projetos paralisados pelo complexo processo de tomada de decisões da UE.
"Estabelecemos a meta de aprofundar a cooperação europeia, ganhar velocidade e também exigir isso da Comissão", disse Klingbeil sobre a videoconferência da semana passada.