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Parlamento da UE retoma tramitação de acordo comercial com EUA

Medida chega após recuo de Trump sobre Groenlândia

4 fev 2026 - 13h15
(atualizado às 14h24)
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O Parlamento da União Europeia decidiu retomar a tramitação do acordo comercial com os Estados Unidos, que havia sido congelada após as investidas do presidente Donald Trump para anexar a Groenlândia, ilha autônoma no Ártico pertencente à Dinamarca.

Plenário do Parlamento da União Europeia, em Estrasburgo
Plenário do Parlamento da União Europeia, em Estrasburgo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pelo presidente da Comissão de Comércio Internacional do Europarlamento, Bernd Lange, do grupo Socialistas e Democratas (S&D).

"Os membros da comissão permanecem empenhados em avançar rapidamente, desde que os EUA respeitem a integridade territorial e a soberania da União e dos seus Estados-membros", declarou o europarlamentar, acrescentando que o comitê pode votar o acordo em 24 de fevereiro, etapa necessária para enviar o texto ao plenário.

O acordo foi fechado em julho passado, na Escócia, e estabelece uma alíquota de 15% para produtos da UE entrarem nos EUA, que, em troca, ganham um regime de tarifa zero para acessar o mercado europeu em determinadas categorias.

Antes da assinatura, Trump chegou a anunciar uma alíquota de 30% contra o bloco, mas aceitou reduzi-la para 15% após o compromisso europeu de investir US$ 600 bilhões nos EUA e comprar US$ 750 bilhões em bens energéticos americanos, sobretudo combustíveis fósseis, ao longo de três anos.

No fim de janeiro, a tramitação do texto no Europarlamento foi congelada devido às ameaças do republicano contra a Groenlândia, porém o presidente recuou após ter negociado um misterioso acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para aumentar a presença militar americana na ilha.

Para Trump, o território autônomo é essencial para a segurança nacional dos Estados Unidos devido a um suposto aumento da presença naval de China e Rússia no Ártico. "A mensagem para Washington é clara: o respeito pela soberania da Europa e o cumprimento integral do acordo UE-EUA são inegociáveis", afirmou Lange.

Ansa - Brasil
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