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Papa Leão XIV celebra avanços pela paz em Gaza, mas bombardeios israelenses continuam

O papa Leão XIV celebrou neste domingo (5) os "avanços significativos" rumo à paz em Gaza e renovou seus apelos por um cessar-fogo no território palestino devastado pela guerra, além de pedir a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas. No mesmo dia, moradores do enclave palestino foram novamente alvo de bombardeios israelenses. As negociações seguem em andamento no Cairo.

5 out 2025 - 11h56
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O papa Leão XIV celebrou neste domingo (5) os "avanços significativos" rumo à paz em Gaza e renovou seus apelos por um cessar-fogo no território palestino devastado pela guerra, além de pedir a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas. No mesmo dia, moradores do enclave palestino foram novamente alvo de bombardeios israelenses. As negociações seguem em andamento no Cairo.

"Nas últimas horas, em um contexto dramático no Oriente Médio, foram realizados avanços significativos nas negociações de paz, que espero que conduzam aos resultados esperados o mais rápido possível", declarou o pontífice ao final de uma missa no Vaticano. "Apelo a todas as pessoas envolvidas a se comprometerem neste caminho com o cessar-fogo e a libertação dos reféns" para alcançar "uma paz justa e duradoura", insistiu Leão XIV.

O líder da Igreja Católica também expressou preocupação com "o aumento do ódio antissemita no mundo" e afirmou estar "profundamente entristecido pelo grande sofrimento enfrentado pelo povo palestino em Gaza".

Este avanço mencionado pelo papa ocorre após o Hamas anunciar disposição para libertar os reféns mantidos no território palestino, como parte da proposta de trégua apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "O Hamas está muito interessado em chegar a um acordo para pôr fim à guerra e iniciar imediatamente o processo de troca de prisioneiros", declarou um membro do alto escalão do movimento islamista, que governa Gaza desde 2007.

O Egito confirmou que recebeu uma delegação do Hamas para as negociações. Fontes egípcias ligadas ao governo relataram que as partes envolvidas realizam conversas indiretas neste domingo e continuarão na segunda-feira (6).

Trump enviou ao Egito seu genro, Jared Kushner, e seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff. No sábado (4), o presidente americano advertiu o Hamas que não "tolera qualquer atraso" na aplicação de seu plano.

Hamas quer troca de prisioneiros "imediatamente"

Uma porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense declarou neste domingo que os negociadores israelenses partirão para o Egito ainda esta noite para discutir na segunda-feira com o Hamas "a libertação dos reféns" israelenses. "A equipe partirá esta noite com o programa de iniciar as negociações amanhã", disse Shosh Badrosian durante uma coletiva de imprensa sobre os desdobramentos da situação em Gaza, acrescentando que se tratará de "negociações técnicas".

O Hamas, por sua vez, declarou neste domingo que deseja alcançar um acordo e iniciar uma troca de prisioneiros "imediatamente", antes da rodada de negociações no Egito entre o movimento islamista e Israel sobre o plano de Donald Trump para encerrar a guerra em Gaza, que já dura quase dois anos.

Esse novo ciclo de diálogo começa justamente às vésperas do segundo aniversário do início do conflito, desencadeado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que espera a libertação dos reféns israelenses durante a festa judaica de Sucot, que começa na segunda-feira e dura sete dias. "Espero que nos próximos dias possamos trazer de volta todos os nossos reféns (...) durante a festividade de Sucot", afirmou em uma declaração transmitida pela televisão.

Bombardeios israelenses continuam

A aviação e os tanques israelenses bombardearam a Faixa de Gaza na noite de sábado para domingo, destruindo vários prédios residenciais, segundo testemunhas. As autoridades de saúde locais anunciaram um balanço de pelo menos 16 mortos neste domingo em toda a Faixa de Gaza, incluindo cinco pessoas que morreram em um ataque aéreo na cidade de Gaza.

Durante a madrugada, drones lançaram granadas sobre os telhados de diversos edifícios residenciais, e tropas israelenses destruíram veículos carregados com explosivos. Dezenas de casas foram demolidas nos bairros de Sabra e Cheikh Radwan. Na cidade de Gaza, considerada por Israel como uma das últimas fortalezas do Hamas, as forças israelenses mantiveram suas operações e recomendaram aos moradores que não retornassem às suas casas.

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023 com ataques de comandos do Hamas e seus aliados no sul de Israel, que deixaram 1.200 israelenses mortos - a maioria civis - e 251 pessoas feitas reféns, segundo dados das autoridades israelenses.

As represálias israelenses já causaram mais de 67 mil mortes de palestinos, em sua maioria civis, ao longo de quase dois anos, reduzindo o enclave a ruínas. As restrições impostas por Israel à ajuda humanitária provocaram fome em algumas partes do território, segundo as Nações Unidas.

(Com agências)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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