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Oriente Médio

França ajuda "zonas liberadas" sírias e cogita enviar armas

5 set 2012 - 19h07
(atualizado às 19h37)
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A França começou a ajudar os rebeldes sírios a administrarem as "zonas liberadas" sob seu poder, e cogita também fornecer artilharia pesada para proteger essas regiões de ataques do governo, disse uma fonte diplomática na quarta-feira.

Prédio sofre danos após a explosão de um carro-bomba em Jaramana, no subúrbio de Damasco, na Síria. O número de vítimas do incidente não foi confirmado pelas autoridades, mas os Comitês de Coordenação Local (CCL) afirmaram que quatro pessoas morreram, entre elas uma criança
Prédio sofre danos após a explosão de um carro-bomba em Jaramana, no subúrbio de Damasco, na Síria. O número de vítimas do incidente não foi confirmado pelas autoridades, mas os Comitês de Coordenação Local (CCL) afirmaram que quatro pessoas morreram, entre elas uma criança
Foto: AFP

Na semana passada, o governo francês disse ter identificado áreas no norte, sul e leste do país que haviam escapado ao controle do presidente Bashar al-Assad, criando assim uma chance de que as comunidades locais se autogovernem.

"Em zonas onde o regime perdeu o controle, como Tal Rifaat (40 quilômetros ao norte de Aleppo), que está livre há cinco meses, conselhos revolucionários locais foram estabelecidos para ajudar a população e instaurar uma administração para essas localidades, a fim de evitar o caos como no Iraque quando o regime se retira", disse a fonte.

A França ofereceu na semana passada 5 milhões de euros (6,25 milhões de dólares) adicionais para ajudar os sírios, e o diplomata disse que dinheiro e ajuda material começaram a ser entregues na sexta-feira a cinco autoridades locais em três províncias - Deir al Zor, Aleppo e Idlib. Cerca de 700 mil pessoas vivem nessas áreas.

Civis em zonas controladas por rebeldes sofrem frequentes bombardeios letais por parte das forças de Assad, e há dúvidas sobre como Paris poderia ajudar a proteger os civis e convencê-los de que não há necessidade de fugirem para países vizinhos.

A fonte admitiu que algumas áreas ainda enfrentam bombardeios esporádicos das forças sírias, mas que há pouca perspectiva de que voltem às mãos do governo. Ele afirmou que as pessoas nessas regiões pediram armas antiaéreas.

"É um assunto no qual estamos trabalhando seriamente, mas que tem implicações sérias e complicadas. Não estamos negligenciando."

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