Meloni promete justiça após criança receber coração danificado na Itália
Menino de dois anos segue internado em estado grave em Nápoles
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira (17) que tudo o que for possível está sendo feito para encontrar um coração compatível para a criança napolitana que recebeu recentemente um órgão danificado, supostamente por negligência médica.
Segundo o advogado da família do menino, que está hospitalizado em estado crítico, a mãe da criança, Patrizia Mercolino, recebeu uma ligação da chefe de governo italiana, que garantiu que ela "terá justiça".
"Ela disse que sua prioridade é conseguir um novo coração para meu filho e vê-lo voltar para casa curado", afirmou Mercolino.
A investigação do Ministério Público de Nápoles sobre o coração danificado, implantado em 23 de dezembro no menino de dois anos, que está internado na UTI do Hospital Monaldi, concentra-se no tipo de recipiente utilizado para transportar o órgão até a unidade de saúde napolitana.
As autoridades apontaram que a caixa usada não possuía sistema de controle e monitoramento de temperatura e era semelhante às utilizadas para manter bebidas refrigeradas, o que estaria fora das diretrizes estabelecidas pela Procuradoria de Nápoles.
Em comunicado, o Hospital Monaldi informou que a criança "permanece estável, porém em estado crítico grave". O menino segue internado na UTI, "sob rigoroso monitoramento médico e instrumental, além de acompanhamento de especialistas".
Um grupo de inspetores do Ministério da Saúde visitará o hospital nesta quarta-feira (18) para investigar o incidente. Posteriormente, os agentes seguirão para uma unidade em Bolzano, onde o coração foi retirado para o transplante.
"Os inspetores terão a missão de esclarecer toda a situação, desde o transporte do órgão até a decisão de utilizar gelo seco, em vez de gelo comum, procedimento que pode ter contribuído para os danos ocorridos durante o trajeto", informou o governo.
Embora o coração não estivesse em condições ideais para a cirurgia, a intervenção precisou ser realizada porque o paciente já estava preparado na sala de operação. A decisão desencadeou uma corrida contra o tempo, já que a criança está internada no Hospital Monaldi, sob suporte de vida, há mais de 50 dias, à espera de um novo transplante. .