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Meloni promete justiça após criança receber coração danificado na Itália

Menino de dois anos segue internado em estado grave em Nápoles

17 fev 2026 - 14h20
(atualizado às 14h29)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira (17) que tudo o que for possível está sendo feito para encontrar um coração compatível para a criança napolitana que recebeu recentemente um órgão danificado, supostamente por negligência médica.

Mãe da criança, Patrizia Mercolino, recebeu uma ligação da chefe de governo italiana
Mãe da criança, Patrizia Mercolino, recebeu uma ligação da chefe de governo italiana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o advogado da família do menino, que está hospitalizado em estado crítico, a mãe da criança, Patrizia Mercolino, recebeu uma ligação da chefe de governo italiana, que garantiu que ela "terá justiça".

"Ela disse que sua prioridade é conseguir um novo coração para meu filho e vê-lo voltar para casa curado", afirmou Mercolino.

A investigação do Ministério Público de Nápoles sobre o coração danificado, implantado em 23 de dezembro no menino de dois anos, que está internado na UTI do Hospital Monaldi, concentra-se no tipo de recipiente utilizado para transportar o órgão até a unidade de saúde napolitana.

As autoridades apontaram que a caixa usada não possuía sistema de controle e monitoramento de temperatura e era semelhante às utilizadas para manter bebidas refrigeradas, o que estaria fora das diretrizes estabelecidas pela Procuradoria de Nápoles.

Em comunicado, o Hospital Monaldi informou que a criança "permanece estável, porém em estado crítico grave". O menino segue internado na UTI, "sob rigoroso monitoramento médico e instrumental, além de acompanhamento de especialistas".

Um grupo de inspetores do Ministério da Saúde visitará o hospital nesta quarta-feira (18) para investigar o incidente. Posteriormente, os agentes seguirão para uma unidade em Bolzano, onde o coração foi retirado para o transplante.

"Os inspetores terão a missão de esclarecer toda a situação, desde o transporte do órgão até a decisão de utilizar gelo seco, em vez de gelo comum, procedimento que pode ter contribuído para os danos ocorridos durante o trajeto", informou o governo.

Embora o coração não estivesse em condições ideais para a cirurgia, a intervenção precisou ser realizada porque o paciente já estava preparado na sala de operação. A decisão desencadeou uma corrida contra o tempo, já que a criança está internada no Hospital Monaldi, sob suporte de vida, há mais de 50 dias, à espera de um novo transplante. .

Ansa - Brasil
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