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Lula pede que Trump evite provocações e defende multilateralismo

Líderes deverão se encontrar em março na capital dos Estados Unidos

9 fev 2026 - 15h41
(atualizado às 15h52)
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recomendou que seu homólogo americano, Donald Trump, com quem deve se reunir no próximo mês, evite provocações e demonstrações de força militar dos Estados Unidos.

Líderes deverão se encontrar em março na capital dos Estados Unidos
Líderes deverão se encontrar em março na capital dos Estados Unidos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Quando eu viajar [para os EUA], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente", afirmou Lula durante um evento no Instituto Butantan, em São Paulo.

Após recompor as relações bilaterais, Lula e Trump acertaram, no mês passado, a realização de uma reunião em Washington, possivelmente em março, para tratar de uma ampla agenda de temas.

Na semana passada, o mandatário brasileiro disse estar disposto a discutir qualquer assunto com o republicano e manifestou interesse em garantir que a América Latina continue sendo um território de "paz".

Em outro trecho do discurso realizado nesta segunda-feira, o petista defendeu o multilateralismo.

"Eu não quero briga com ele, não sou doido. Vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil é a briga da construção da narrativa. Nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Nós precisamos provar, num debate político, que foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos em uma parte do mundo", disse.

Na avaliação de Lula, o unilateralismo é um dos fatores responsáveis pelo aumento das tensões militares em diferentes regiões do planeta.

"O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos interessa. Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou sobre a Bolívia, mas também não quero ser menor do que os Estados Unidos ou do que a China", afirmou. .

Ansa - Brasil
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