Irmã de líder norte-coreano condena apelo do G7 à desnuclearização como violação da soberania
A norte-coreana Kim Yo Jong, influente irmã do líder Kim Jong Un, condenou um apelo do G7 pela desnuclearização do país, classificando-o como uma violação da Constituição e uma usurpação da soberania, informou a agência de notícias estatal KCNA nesta quinta-feira.
Kim afirmou que a desnuclearização é uma "agenda irreversivelmente encerrada" que jamais poderia ser concretizada, e que a posse nuclear é de interesse fundamental da Coreia do Norte e uma linha irreversível, segundo o comunicado divulgado pela KCNA.
"A desnuclearização é a linha de não recuo que nunca pode ser cruzada", disse Kim, segundo a agência, acrescentando que qualquer um que tentasse prejudicar os interesses fundamentais de um Estado detentor de armas nucleares estaria fazendo "a pior escolha possível de convidar ao desastre".
Kim também afirmou que as armas nucleares da Coreia do Norte constituem um meio de dissuasão para autodefesa, adquirido em resposta ao que ela chamou de ameaças nucleares persistentes por parte de seus inimigos, e as descreveu como uma "pedra angular" para garantir a paz.
Ela afirmou que os argumentos que defendem a desnuclearização estão "completamente ultrapassados" e não mudarão, por mais que qualquer grupo critique o programa nuclear da Coreia do Norte.
Em uma declaração conjunta divulgada na quarta-feira após a cúpula, os líderes do G7 expressaram "profunda preocupação" com os programas nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte e reafirmaram seu compromisso com a desnuclearização completa do país, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Os líderes também instaram a Coreia do Norte a resolver a questão dos cidadãos japoneses sequestrados por Pyongyang e pediram esforços conjuntos para combater os roubos de criptomoedas e os crimes cibernéticos cometidos pela Coreia do Norte.
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