Irã diz que vai responder às 'ameaças' de Trump e Netanyahu
Chefe do exército do país considerou as declarações dos mandatários sobre a onda de protestos antigoverno uma 'incitação à violência'
O chefe do exército do Irã afirmou que o país responderá às declarações de Trump e Netanyahu, consideradas uma "incitação à violência" por apoiarem protestos antigoverno, classificando-as como uma ameaça intolerável.
O chefe do exército do Irã afirmou, nesta quarta-feira, 7, que o país vê como uma "ameaça" o apoio dado pelo presidente Donald Trump e pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, à onda de manifestações antigoverno, que já dura mais de uma semana. A "escalada da retórica inimiga" é uma "ameaça" que o Irã "não tolerará que continue sem resposta".
O americano ameaçou intervir militarmente no país do Oriente Médio caso o regime mate manifestantes antigoverno, já o israelense expressou apoio aos protestos.
"Se o inimigo cometer um erro, responderemos com mais firmeza" do que durante a guerra de 12 dias em junho contra Israel e os Estados Unidos, disse o general Amir Hatami à agência estatal de notícias do país, a Fars.
No domingo, 4, um dia depois da intervenção na Venezuela que capturou o então presidente Nicolás Maduro, Trump disse que os EUA estavam observando a situação "de perto". "Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos", declarou.
No mesmo dia, Netanyahu, em uma reunião de gabinete, disse que Israel se solidariza "com a luta do povo iraniano, com suas aspirações por liberdade e justiça".
Na segunda, 5, a diplomacia iraniana considerou as declarações de Trump e Netanyahu uma "incitação à violência" e acusou Israel de tentar "minar a unidade nacional" do Irã. /AFP