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Nova etapa da restauração da Notre-Dame de Paris vai recuperar a grande rosácea e a fachada norte

Uma nova fase das obras de restauração da Catedral de Notre-Dame de Paris, iniciadas após o incêndio de 2019, será dedicada à recuperação da grande rosácea e da fachada norte do monumento, anunciou nesta sexta-feira (3) o órgão público francês responsável pelo projeto.

3 jul 2026 - 15h46
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"O nosso objetivo agora é concluir a restauração da catedral", afirmou Philippe Jost, presidente do estabelecimento público Rebâtir (Reconstruir) Notre-Dame de Paris. A igreja receberá o papa Leão XIV durante sua visita à França, prevista para ocorrer entre os dias 25 e 28 de setembro.

Pessoas passam diante da catedral de Notre dame, em 26 de maio de 2026 (imagem ilustrativa).
Pessoas passam diante da catedral de Notre dame, em 26 de maio de 2026 (imagem ilustrativa).
Foto: REUTERS - Tom Nicholson / RFI

Segundo Jost, devido ao estado de conservação em que a catedral já se encontrava antes do incêndio, serão necessárias intervenções complementares "que lhe devolverão um brilho à altura de sua fama mundial e garantirão sua preservação a longo prazo".

Ao todo, cerca de 12 operações estão previstas até 2033 para complementar os amplos trabalhos que permitiram a reabertura da catedral em 2024. Essas obras foram financiadas pelos € 845 milhões arrecadados por meio de uma campanha nacional de doações.

Rosácea

A primeira etapa, programada para o período entre 2027 e 2029, prevê a restauração da grande rosácea medieval localizada no centro da fachada principal voltada para o adro da catedral. O vitral não passa por uma restauração desde o século XIX.

Outra intervenção será destinada à recuperação da fachada norte do transepto e de suas estátuas medievais, atualmente consideradas "muito sujas" pelo órgão responsável.

O custo estimado dessa nova fase de obras é de € 150 milhões, dos quais € 130 milhões ainda precisam ser captados.

Paralelamente, em um projeto financiado pelo Estado francês, seguem as obras para substituir seis vitrais da nave lateral sul por novos vitrais contemporâneos criados pela artista Claire Tabouret. Em maio, a Justiça rejeitou o pedido de duas associações de defesa do patrimônio que buscavam suspender a instalação das novas peças.

com AFP

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