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EUA anunciam sanção a brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC

Medida do governo norte-americano atinge dois brasileiros e três empresas do País por supostos vínculos com a organização criminosa

1 jul 2026 - 13h03
(atualizado às 13h47)
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Presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC
Presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC
Foto: Reuters

Dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil foram alvo de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º), sob a acusação de manterem supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, uma empresa em Portugal também foi sancionada pelo mesmo motivo.

De acordo com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), o grupo teria explorado o sistema financeiro dos Estados Unidos para a lavagem de recursos oriundos do tráfico de drogas.

Entre os sancionados estão os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, segundo informou o governo norte-americano. A medida também atinge as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda (Victory Trading), Wave Construções Inteligentes Ltda (Wave) e Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda (Pixwave). 

Trata-se da primeira rodada de sanções econômicas anunciada pelo governo Trump contra alvos que, segundo a administração norte-americana, teriam ligação com a facção brasileira, após a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais em junho.

Shimada é descrito pelo Departamento do Tesouro dos EUA como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. Conforme o comunicado, ele teria movimentado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos obtidos em diferentes cidades dos Estados Unidos, usando criptomoedas para enviar os valores ao Brasil. Stella é apontada como colaboradora próxima de Shimada. A reportagem tenta contato com a defesa dos citados.

A decisão determina o bloqueio de todos os bens e interesses dos alvos sob jurisdição dos Estados Unidos. Cidadãos e empresas norte-americanas também ficam proibidos de realizar qualquer tipo de transação com os sancionados.

O Tesouro informou ainda que, em janeiro de 2025, Shimada chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil após a Victory Trading ser apontada como instrumento de lavagem de recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.

O comunicado não cita diretamente o Corinthians, mas a empresa ligada a Shimada aparece nas investigações do caso “Vai de Bet”, que apura um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo o contrato de patrocínio do clube. De acordo com denúncia do Ministério Público de São Paulo, a Victory Trading teria sido a última intermediária antes do repasse dos valores à UJ Football, também investigada no caso.

O Ofac afirma que o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos Estados Unidos devido à sua atuação em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando de valores em espécie. *Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Portal Terra
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