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EUA atacam novos alvos no Irã, e Trump diz que país persa pode 'deixar de existir'

Os lados em guerra acusaram ​um ao outro de violar o acordo alcançado há duas semanas ​para pôr fim ao conflito

27 jun 2026 - 22h11
(atualizado às 22h11)
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Donald Trump durante discurso no Salão Oval da Casa Branca em 3 de junho de 2026, em Washington, DC
Donald Trump durante discurso no Salão Oval da Casa Branca em 3 de junho de 2026, em Washington, DC
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

As Forças Armadas dos Estados Unidos comunicaram neste sábado, 27, que atingiram múltiplos alvos no Irã em resposta a um novo ataque iraniano contra um navio americano nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em publicação na rede social X, o Exército  afirmou que o Irã “teve a chance de respeitar o acordo de cessar-fogo”, mas “optou por não fazê-lo”.

Na sexta-feira, 26, os EUA já haviam feito o primeiro ataque contra o Irã desde a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países. O acordo, assinado em 17 de junho, previa o "encerramento imediato e permanente das operações militares" e declarava que os países se comprometiam a "abster-se da ameaça ou do uso da força" um contra o outro. 

Neste sábado, nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, comentou a nova ofensiva e informou que aeronaves dos Estados Unidos atacaram locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras, por violarem o acordo de cessar-fogo.

Na publicação, o presidente ainda ameaçou a própria existência do país persa.

"Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", escreveu o presidente no TruthSocial.

Mais cedo, o Irã acusou os Estados Unidos de não cumprirem o acordo provisório, em ⁠particular por não terem mantido o cessar-fogo prometido no Líbano, país que ‌Israel — aliado dos EUA — invadiu em março ‌em busca do grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Como tem sido comum ao longo da guerra, a escalada ocorreu no fim de semana, enquanto os mercados estão fechados, dando às partes dois dias para assumir posições rígidas e trocar tiros sem causar qualquer impacto imediato no preço do petróleo. (*Com informações da Reuters, Estadão e agências internacionais)

Irã promete resposta 'rápida e decisiva' após novo ataque dos EUA no Estreito de Ormuz:
Fonte: Portal Terra
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