Bombeiros italianos escavam escombros em busca de vítimas de terremoto em La Guaira
Cidade na costa norte da Venezuela vive cenário apocalíptico
Por Domenico Palesse - A cidade de La Guaira, na costa norte da Venezuela, vive um cenário apocalíptico após os fortes terremotos que sacudiram o país na noite da última quarta-feira (24).
Os profissionais da missão italiana, que atuam na região há mais de 24 horas, trabalham sem pausa entre as ruínas dos enormes prédios colapsados. Após o pouso na madrugada de quinta (25) no aeroporto militar de Maracay, as equipes foram imediatamente direcionadas às áreas mais atingidas e foram recebidas com aplausos pelos moradores.
Segundo Ciro Bolognese, líder da equipe de busca e resgate dos bombeiros italianos, os trabalhos já estão em fase operacional, com uso de câmeras de busca e equipamentos para demolição de concreto e corte de barras de aço.
"Trabalhamos sem pausa. Ao nosso lado estão equipes da Alemanha, Equador e Chile. Realizamos primeiro o reconhecimento para identificar prioridades no setor que nos foi atribuído e agora estamos na fase operacional", explicou Bolognese.
O acampamento base da missão italiana foi montado no estádio de beisebol da cidade, ao lado do centro de coordenação internacional.
A missão italiana é composta por 97 profissionais, incluindo equipes de resgate, bombeiros, pessoal de saúde e diplomatas. O grupo também contempla três médicos da Defesa Civil que atuam diretamente com os socorristas, além de 34 profissionais de saúde direcionados a hospitais e outros locais designados.
Três funcionários da Unidade de Crise do Ministério das Relações Exteriores estão prestando apoio a cidadãos italianos na região. "A demanda tem crescido a cada hora. As ligações se multiplicaram", disse a conselheira da Farnesina Maria Teresa Del Re, responsável pelo atendimento aos compatriotas na Venezuela.
O governo italiano já destinou 5 milhões de euros (R$ 30 milhões) em ajuda emergencial à Venezuela, conforme anunciado pelo chanceler Antonio Tajani. Desse total, 3 milhões serão enviados a organizações da sociedade civil italiana ativas no país, 1 milhão, para a Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, e 1 milhão, para o Programa Mundial de Alimentos da ONU. .
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