Margaret Tchatcher posa para foto em 1980. Primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1980, Thatcher morreu nesta segunda-feira aos 87 anos vítima de um derrame cerebral
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Margaret Tchatcher em 1969
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Thatcher durante comício eleitoral em abril de 1982
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Thatcher com o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan em 6 de junho de 1982
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A Dama de Ferro com o líder do Partido Comunista chinês Deng Xiaoping, em 24 de setembro de 1982
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Thatcher recebe medalha do então governador da Califórnia Ronald Reagan no Parlamento britânico, em Londres, em 9 de abril de 1975
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Thatcher gesticula durante entrevista coletiva em 23 de junho de 1982
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Thatcher acena para simpatizantes após vencer as eleições gerais britânicas em 12 de junho de 1987
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Thatcher e o líder do Partido Comunista russo Mikhail S. Gorbachev, em 15 de dezembro de 1984, em Londres
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Thatcher durante visita à Casa Branca, em Washington, Estados Unidos, em 17 de dezembro de 1979
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Thatcher durante entrevista coletiva em 14 de setembro de 1977
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Thatcher durante o funeral de Ronald Reagan em 9 de junho de 2004, no Capitólio, em Washington, Estados Unidos
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Thatcher e o marido, Dennis Thatcher, em junho de 1989, ano em que se tornaram avós
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Thatcher deixa o número 10 de Downing Street, sede do governo, após sua renúncia em 1990
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Thatcher lava louça em sua casa no bairro londrino de Chelsea em 1º de fevereiro de 1975
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Margaret Thatcher em imagem de junho de 2010
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Thatcher examina um material a prova de bala em uma fábrica, em abril de 1997
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Margaret Thatcher encontra-se com Nelson Mandela logo após sua soltura, em julho de 1990, em Downing Street
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Thatcher com o Príncipe Charles e duas pensionistas do Royal Hospital Chelsea, na abertura de uma ala da casa de repouso para veteranos de guerra, em março de 2009
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Margaret Thatcher gesticula enquanto é ovacionada em uma conferência do Partido Conservador, em outubro de 1989
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Ex-premiê Margaret Thatcher vai à comemoração dos 25 anos da liberação das Ilhas Falkland da Argentina, em junho de 2007
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Thatcher é fotografada sozinha enquanto espera o discurso da Rainha Elizabeth II na Câmara dos Lordes, em novembro de 2002
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Rainha Elizabeth II parabeniza Margaret Thatcher em seu aniversário de 80 anos, em outubro de 2005
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Baronesa Thatcher posa com seu livro de discursos na Câmara do Comércio Britânica, em novembro de 2007
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Thatcher na cerimônia de abertura do parlamento britânicos, na Câmara dos Lordes, em maio de 2005
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Então primeira-ministra, Thatcher fala na conversão do partido conservador, em Brighton, em outubro de 1988
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A então premiê britânica Margaret Tatcher Fallingbostel posa para a foto em um tanque de guerra durante uma visita a tropas britânicas em uma localidade na Alemanha, em 1986
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A morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, nesta segunda-feira, foi recebida com apatia pelos argentinos e, até esta tarde, não foi comentada pelo governo da presidente Cristina Kirchner.
Apesar da frieza dos argentinos, em um momento em que as preocupações ainda estão voltadas para a ajuda às vitimas do temporal da semana passada nas cidades de Buenos Aires e La Plata, a notícia foi destaque nos sites dos principais jornais do país e programas das rádios mais ouvidos, além de ser lembrada em redes sociais.
Foi durante o governo de Thatcher que Grã-Bretanha e Argentina travaram a Guerra das Malvinas (ou Falklands), em 1982, vencida pelos britânicos. Até hoje, a soberania das ilhas é reivindicada pelos argentinos.
É com o conflito que a ex-primeira-ministra ficou associada até hoje no país, de acordo com ex-combatentes argentinos da guerra.
"Thatcher foi a cara visível de uma situação colonial, de um país que não quis dar o braço a torcer diante dos nossos direitos de recuperar as ilhas Malvinas. Jamais esqueceremos o que ela fez, mandando tropas que superavam e muito as da Argentina. Mas, 31 anos depois, só temos que respeitar a morte de um ser humano", disse Ianuzzo.
'Etapa de dor'
O militar contou que tinha 35 anos quando integrou as primeiras tropas argentinas que desembarcaram nas ilhas, em 2 de abril de 1982.
"Quando ela decidiu que o nosso navio General Belgrano fosse afundado, acabou com todas as possibilidades de diálogo. Com razão, ela era chamada de Dama de Ferro", afirmou Ianuzzo.
Segundo dados oficiais, 649 argentinos morreram durante os quase três meses de guerra. Deste total, 323 estavam no navio Belgrano. De acordo com as associações de ex-combatentes, outras dezenas de argentinos cometeram suicídio ou passaram a ser dependentes de bebidas alcoólicas e a necessitar de ajuda psicológica após a guerra.
Para o ex-combatente Edgardo Esteban, autor do livro que inspirou o filme Iluminados por el fuego ("Iluminados pelo fogo"), que passou 53 dos 74 dias da guerra nas Malvinas, Thatcher "marcou uma etapa de dor na Argentina".
Segundo ele, os soldados estavam nas ilhas esperando que ela iniciasse o diálogo com a Argentina.
"Thatcher poderia ter optado pelo diálogo, mas não hesitou (em entrar no) conflito bélico. Com razão, grupos de ex-combatentes a acusam de crime lesa-humanidade. Ela gerou dor na Argentina", disse.
A dona de casa Mercedes Aranda, da província de Corrientes (nordeste do país), disse que Thatcher "foi terrível para a Argentina".
"Perdi parentes, jovens, na guerra e a morte dela agora me faz lembrar os dias tristes que tivemos. Doei sangue e até objetos pessoais para tentar ajudar os que chegavam da guerra. Thatcher não é querida aqui", disse Aranda.
8 de abril - Policial deixa uma buquê de flores em frente a casa de Margeret Thatcher, no centro de Londres. A ex-primeira-ministra do Reino Unido morreu nesta segunda-feira aos 87 anos
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8 de abril - Cidadão deixa flor em frente da casa da ex-primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher
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8 de abril - "Descanse em paz, Tchater. A maior líder britânica e uma verdadeira dama", diz o bilhete deixando com flores em frente a casa de Margaret Thatcher, no centro de Londres
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8 de abril - Flores e bilhetes são deixados em frente a casa de Thatcher, no centro de Londres, após o anúncio de sua morte, nesta segunda-feira, vítima de um derrame cerebral
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8 de abril - Bandeiras da Inglaterra estão a meio mastro em todo o país com a morte de Margaret Thatcher nesta segunda-feira
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8 de abril - Frente do hotel Ritz, em Londres, onde Margaret Thatcher morou antes de morrer, nesta segunda-feira (8)
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8 de abril - Bandeira a meio mastro no Parlamento Britânico em condolências pela morte da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher
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8 de abril - "A Dama de Ferro", diz bilhete deixado junto com flores em frente à casa de Thatcher, em Londres
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8 de abril - Livro sobre a ex-primeira-ministra também foi deixado em frente à sua casa, em Londres
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8 de abril - Pensionista passa em frente a uma pintura de Margaret Thatcher no Royal Hospital Chelsea, casa de repouso para veteranos de guerra
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8 de abril - Muitas flores foram colocadas em frente à casa de Margaret Thatcher, no centro de Londres, nesta segunda-feira (8)
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8 de abril - Um litro de leite também foi deixado como homenagem à Margaret Thatcher, em sua casa em Londres
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8 de abril - Bandeiras também foram colocadas a meio mastro nas Ilhas Malvinas, ou Falkland, território disputado entre Argentina e Reino Unido em 1982, devido à morte de Margaret Thatcher
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9 de abril - Ambulância privada levando o corpo da ex-premiê deixa os fundos do Ritz Hotel, onde Thatcher morou em seus últimos momentos, durante a madrugada desta terça-feira
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9 de abril - Flores são vistas em frente à antiga residência de Margaret Thatcher em Londres
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9 de abril - Jornais britânicos trouxeram a notícia da morte de Margareth Thatcher em suas capas
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Jovem participa da manifestação na região de Brixton
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Policiais patrulham as ruas na região de Brixton, no sul de Londres, após manifestação de comemoração da morte de Thatcher
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Manifestantes comemoraram a morte de Margaret Thatcher em frente ao cinema Ritzy, em Londres, durante a madrugada desta terça-feira. No letreiro do cinema se lê: "Margaret Thatcher morta!!"
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Fim da ditadura
Ao mesmo tempo, analistas argentinos entendem que a derrota da Argentina na guerra contra os ingleses contribuiu para antecipar o fim da ditadura, abrindo caminho para o retorno da democracia ao país.
"Se Margaret Thatcher não tivesse enviado a força-tarefa (às Ilhas Malvinas) quantos anos mais de ditadura teríamos padecido?", escreveu o jornalista Pablo Avelluto, em sua conta no Twitter.
A jornalista Silvia Mercado, coeditora do livro Guerra de Malvinas, imágenes de una tragedia, disse que Thatcher foi considerada "uma bruxa pelos argentinos" durante a guerra.
Mas, segundo Mercado, a ex-primeira-ministra "foi uma sólida defensora dos interesses dos britânicos no Atlântico Sul, e quem dera que na Argentina tivéssemos governantes com o mesmo sentido histórico, com essa capacidade de defender as causas nacionais na democracia", disse.
Nesta segunda, a Assembleia Legislativa das Ilhas Malvinas manifestou "grande tristeza" pela morte de Thatcher.
No mês passado, os moradores das Malvinas realizaram referendo e decidiram continuar ligados aos britânicos, como território além mar do Reino Unido.
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