"Maior ladrão" de joias do Reino Unido pega 23 anos de prisão
Um Tribunal inglês condenou hoje a 23 anos de prisão um dos ladrões que realizou um espetacular assalto em uma joalheria de Londres, considerado o maior roubo de joias da história do Reino Unido.
Segundo o tribunal de Woolwich, o acusado Amã Kassaye planejou e executou no dia 6 de agosto do ano passado o roubo da joalheria Graff, da New Bond Street, uma rua de luxuosas butiques no bairro de Mayfair, e subtraiu com pistola em mãos 43 joias avaliadas em 40 milhões de libras (cerca de 48 milhões de euros).
Kassaye agiu acompanhado de três cúmplices, e os ladrões, que foram gravados pelas câmaras de segurança do comércio, fizeram dois disparos antes de iniciar sua fuga.
Durante o julgamento, Petra Ehnar, uma das funcionárias da joalheria no dia em que aconteceu o assalto, disse ao júri que ficou "petrificada" quando os ladrões a forçaram a esvaziar os mostruários ameaçando-a com suas armas.
As joias subtraídas, entre as quais havia uma gargantilha avaliada em 3,5 milhões de libras (4,2 milhões de euros), nunca foram recuperadas.
O tribunal condenou Kassaye a 16 anos de prisão por conspiração para roubar, a outros cinco por posse ilegal de armas e a dois anos mais por sequestro.
Os outros três cúmplices, Solomun Beyene, 25 anos; Clinton Mogg, 43 anos; e Thomas Thomas, 46 anos, foram condenados a 16 anos de prisão cada um por conspiração para roubar.
Apesar de ocultarem sua identidade com máscaras de látex, os assaltantes não tiveram a precaução de destruir os moldes utilizados, o que permitiu aos detetives reconstruir suas feições autênticas.
Entre as provas apresentadas no julgamento se mostrou a gravação da câmara de segurança da joalheria que documenta como Kassaye disparou contra a loja na presença dos atônitos transeuntes.