Consulado do Brasil em Frankfurt adere à greve de servidores
- Luciano Alarcón
- Direto de Munique
O Consulado General (CG) do Brasil em Frankfurt é o único que aderiu à greve de servidores federais até esta quinta-feira na Alemanha. Segundo um funcionário do CG que não quis se identificar, os empregados do quadro - que fazem carreira diplomática e são enviados de Brasília - "comparecem para assinar ponto paralelo".
Veja como a greve dos servidores federais pode afetar sua rotina
Já o consulado de Munique ainda não aderiu à paralisação e segundo um dos diplomatas, "o funcionamento do Consulado é normal, porém os funcionários do quadro estão alertas para uma possível adesão", explicou.
A Embaixada e o Consulado Geral do Brasil de Viena, na Áustria, não há adesão, tampouco, movimentos no sentido de aderir as reinvindicações propostas pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relacoes Exteriores do Brasil (Sinditamaraty).
Os consulados que aderiram à paralisação funcionam normalmente, devido aos funcionários contratados localmente, ou seja, brasileiros que vivam no exterior e que tenham permissão de residir e de trabalhar no país.
Segundo um funcionário contratado localmente, eles não tem o direito de aderir à paralisação, já que não fazem parte do quadro, ainda que sejam contratados do Ministério das Relações Exteriores. Entre os diplomatas, ou funcionários que podem aderir à greve, estão cônsul-geral, cônsul-geral adjunto, cônsul adjunto e vice-cônsules.
O movimento grevista
Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais aumentaram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias estão em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores sem trabalhar. O número, no entanto, é contestado pelo governo.
Estão em greve servidores da Polícia Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.
O Ministério do Planejamento declarou que está analisando qual o "espaço orçamentário" para negociar com as categorias. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deve conter a previsão de gastos para 2013.
No dia 25 de julho, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto para permitir a continuidade dos serviços em áreas consideradas delicadas. O texto prevê que ministros que comandam setores em greve possam diminuir a burocracia para dar agilidade a alguns processos, além de fechar parcerias com Estados e municípios para substituir os funcionários parados.