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Chanceler francês chega a Kiev em meio a novos bombardeios russos na Ucrânia

Novos e intensos bombardeios russos em Kiev na última noite deixaram ao menos um morto e dois feridos, informaram autoridades ucranianas nesta segunda-feira (21). Os ataques aconteceram um pouco antes da chegada do chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, ao país. O Kremlin afirmou hoje que está pronto para participar de novas negociações de paz com a Ucrânia, propostas pelo presidente Volodymir Zelensky no sábado (19).

21 jul 2025 - 09h47
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Novos e intensos bombardeios russos em Kiev na última noite deixaram ao menos um morto e dois feridos, informaram autoridades ucranianas nesta segunda-feira (21). Os ataques aconteceram um pouco antes da chegada do chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, ao país. O Kremlin afirmou hoje que está pronto para participar de novas negociações de paz com a Ucrânia, propostas pelo presidente Volodymir Zelensky no sábado (19).

Novos e intensos bombardeios russos atingiram Kiev na noite desse domingo, 20 de julho, deixando um morto e seis feridos, segundo a polícia ucraniana.
Novos e intensos bombardeios russos atingiram Kiev na noite desse domingo, 20 de julho, deixando um morto e seis feridos, segundo a polícia ucraniana.
Foto: © Gleb Garanich / Reuters / RFI

Os ataques da última noite ocorrem dois dias após a proposta do presidente ucraniano de organizar uma nova rodada de negociações com Moscou esta semana. Volodymyr Zelensky espera superar o fracasso das duas rodadas de discussões em Istambul no primeiro semestre e encontrar uma saída diplomática para a guerra, desencadeada pela invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

O Kremlin acredita que será necessário "muito trabalho" para aproximar as posições dos dois países e diz estar trabalhando na organização desse novo ciclo de negociações com Kiev. 

"Somos a favor da realização de um terceiro ciclo. Assim que uma data for estabelecida, informaremos", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, nesta manhã.

Rússia tem intensificado os ataques contra Ucrânia e durante a noite de domingo para segunda-feira, realizou uma nova série de bombardeios em várias regiões da Ucrânia. Segundo a força aérea ucraniana, 426 drones e 24 mísseis russos foram lançados, causando danos, especialmente nas regiões de Ivano-Frankivsk (oeste), Kharkiv (nordeste) e em Kiev, conforme relataram as autoridades locais.

Ataques "brutais"

Seis bairros de Kiev foram atingidos. Uma pessoa morreu e seis ficaram feridas, segundo a polícia nacional. O prefeito da capital, Vitali Klitschko, informou que vários incêndios foram registrados, incluindo em uma escola de ensino fundamental.

Os bombardeios e os destroços de drones interceptados também atingiram edifícios residenciais, um supermercado e a entrada de uma estação de metrô, segundo Klitschko.

O chefe da diplomacia ucraniana, Andriï Sybiga, denunciou os ataques como "brutais". "Podemos pôr fim a esse terror. Para isso, é necessário que a Ucrânia obtenha defesas antiaéreas adicionais e capacidades de ataque de longo alcance", acrescentou o chanceler no X.

O exército ucraniano também ataca quase diariamente o território da Rússia com drones. Na segunda-feira, esses ataques levaram o aeroporto de Vnoukouvo, perto de Moscou, a interromper brevemente suas operações.

Visita do chanceler francês

Os novos ataques aconteceram pouco antes da chegada a Kiev do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot. O chanceler francês iniciou sua visita de dois dias a Kiev indo até a estação de metrô Loukianivska, um dos locais danificados pelos bombardeios noturnos.

Lamentando os ataques que atingiram a estação que "serve como abrigo para a população de Kiev", Barrot afirmou que as novas sanções europeias contra a Rússia visavam aumentar "a pressão" sobre (o presidente russo) Vladimir Putin e obter um cessar-fogo.

Na sexta-feira (18), a União Europeia anunciou seu 18º pacote de sanções contra a Rússia desde a invasão de 2022, visando a indústria petrolífera russa.

Jean-Noël Barrot deve se encontrar com o chanceler ucraniano Andriï Sybiga, com o presidente Volodymyr Zelensky e com a nova primeira-ministra do país, Ioulia Svyrydenko.

Impasse nas negociações 

As negociações diplomáticas por um cessar-fogo estão em um impasse. Moscou exige a anexação de cinco regiões ucranianas, incluindo a Crimeia, invadida em 2014, bem como garantias de que Kiev nunca se juntará à Otan. Essas exigências são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, por sua vez, quer garantias de segurança sólidas para prevenir novas invasões russas.

Diante do impasse, o presidente americano Donald Trump expressou sua frustração e "decepção" com Vladimir Putin, de quem havia se aproximado para tentar obter avanços para o fim do conflito.

Na semana passada, o presidente americano deu à Rússia um ultimato de 50 dias para encerrar sua invasão à Ucrânia, sob pena de sanções severas. Na mesma ocasião, em uma reviravolta, anunciou o envio de um grande estoque de equipamentos militares à Ucrânia.

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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