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Eleições municipais na França podem revelar possíveis alianças para presidencial de 2027

A França vai às urnas neste domingo (15) para o primeiro turno das eleições municipais no país. A campanha para a escolha dos novos prefeitos e vereadores se encerra nesta sexta-feira (13). A votação deve redesenhar as relações de força política no país, antecipa a imprensa francesa.

13 mar 2026 - 06h09
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O jornal Le Monde indica que o pleito tem impacto nacional e deve revelar a dinâmica de alianças potenciais para as eleições presidenciais e legislativas de 2027. Em muitas cidades, como em Marselha, a campanha ilustrou as profundas divisões que têm marcado a política francesa nos últimos anos: dificuldades de aproximação entre a direita tradicional e o centro, desacordos do partido de esquerda radical França Insubmissa com o restante da esquerda, enquanto o voto na extrema direita avança. 

Cartazes mostram candidatos às eleições municipais em Paris, como o socialista Emmanuel Grégoire, a conservadora Rachida Dati e a representante da França Insubmissa Sophia Chikirou. (05/03/2026)
Cartazes mostram candidatos às eleições municipais em Paris, como o socialista Emmanuel Grégoire, a conservadora Rachida Dati e a representante da França Insubmissa Sophia Chikirou. (05/03/2026)
Foto: © JULIEN DE ROSA / AFP / RFI

A votação na capital, Paris, está no centro das atenções: 1,4 milhão de eleitores decidirão quem vai substituir a prefeita Anne Hidalgo, que não concorre à reeleição. A socialista encerra dois mandatos, somando 12 anos no Hôtel de Ville (prefeitura). 

Le Parisien prevê uma mudança marcante nos próximos seis anos: "Todos os candidatos defendem isso, começando por Rachida Dati (partido Republicanos, de direita), que fez do tema seu slogan de campanha: 'Mudar'. Ela promete resultados visíveis já nos 100 primeiros dias, assim como seu concorrente Pierre‑Yves Bournazel (Partido Horizontes, de centro‑direita)". O jornal ressalta que, ao não conseguir se unir, a direita terá seus votos dispersos neste primeiro turno. 

Em Paris, eleição evidencia insatisfações

Em editorial publicado nesta sexta, o diário afirma que os parisienses desejam "atos concretos" e estão "irritados" com uma política "ecológica contra tudo e contra todos", que teria polarizado a cidade. "É hora de reconciliar, de recolocar o bom senso na gestão: que o lixo seja recolhido, que as obras terminem, que os motoristas não sejam tratados como inimigos, que a segurança seja garantida, que se coloque ordem nas contas públicas", aponta. 

Já o Le Figaro apresenta um gráfico com a pesquisa mais recente de intenções de voto, indicando que o candidato de Anne Hidalgo em Paris, o socialista Emmanuel Grégoire, lidera com 32%, seguido de Rachida Dati (26,5%). A publicação chama a atenção para o avanço de Sarah Knafo, do partido de extrema-direita Reconquête!, que aparece com 13,5% e se mantém competitiva para o segundo turno.

O candidato que representa  a coalização aliada do presidente Emmanuel Macron, Pierre‑Yves Bournazel, está em quarto lugar na pesquisa OpinionWay, com 12% das intenções de votos. A eleição municipal na França difere da presidencial: não apenas os dois primeiros se classificam. Neste pleito, todos os candidatos que alcançarem ao menos 10% dos votos podem disputar o segundo turno.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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