Rússia convoca embaixadores britânico e francês após ataque da Ucrânia
Moscou quer 'condenação inequívoca' de países devido ao uso de seus mísseis
O governo da Rússia convocou nesta sexta-feira (13) os embaixadores do Reino Unido e da França em Moscou para apresentar um protesto formal contra o bombardeio ucraniano na região de Bryansk.
Segundo autoridades locais, o novo ataque de Kiev foi realizado com mísseis de cruzeiro britânicos Storm Shadow e franceses Scalp-EG, resultando em sete mortes e 40 feridos.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, citado pela agência de notícias RIA Novosti, exigiu que Paris e Londres expressem uma "condenação inequívoca do ataque terrorista das forças ucranianas a Bryansk", acrescentando que qualquer recusa em fazê-lo seria considerada um ato de "solidariedade com métodos terroristas".
Nos últimos dias, o Kremlin afirmou que o lançamento desses mísseis de longo alcance teria sido "impossível" sem a intervenção de "especialistas britânicos".
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a Rússia está ciente desse suposto envolvimento e que o fato será levado em consideração pelo presidente Vladimir Putin.
De acordo com alguns meios de comunicação russos, o ataque ocorrido em 10 de março teria como alvo uma fábrica de microeletrônica na região.
Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a instalação atingida "produzia sistemas de controle para todos os tipos de mísseis russos" e, portanto, foi destruída. Inclusive, parabenizou as forças armadas ucranianas pela operação.
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