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Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz para dar fim a guerra, mas adia negociação nuclear

Medida foi apresentada a Washington via mediadores paquistaneses, segundo o site Axios, que cita fontes oficiais

27 abr 2026 - 07h20
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Irã divulga imagens de supostas apreensões de navios no Estreito de Ormuz:

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para encerrar o conflito no Golfo e reabrir o Estreito de Ormuz, peça-chave para o transporte global de petróleo, segundo o site Axios, que cita um funcionário americano e duas fontes com conhecimento do assunto.

A iniciativa foi encaminhada por meio de mediadores do Paquistão e prevê, no entanto, que as negociações sobre o programa nuclear iraniano sejam adiadas para uma etapa posterior.

A movimentação ocorre em meio a um cenário de impasse diplomático. No domingo, 26, o presidente Donald Trump afirmou que Teerã pode retomar o diálogo "se quiser negociar o fim da guerra", mas reiterou que o país "não pode ter uma arma nuclear". Segundo ele, "eles sabem o que precisa estar no acordo. É muito simples".

Foto divulgada pelo Comando Central dos EUA, mostrando forças americanas que patrulham o Mar Arábico perto do navio M/V Touska em 20 de abril de 2026, na região do Estreito de Ormuz.
Foto divulgada pelo Comando Central dos EUA, mostrando forças americanas que patrulham o Mar Arábico perto do navio M/V Touska em 20 de abril de 2026, na região do Estreito de Ormuz.
Foto: Divulgação/Marinha dos EUA via Getty Images

As expectativas de avanço, no entanto, diminuíram após o cancelamento de uma visita de enviados americanos a Islamabad. Enquanto isso, o chanceler iraniano Abbas Araqchi intensificou esforços diplomáticos, passando por Paquistão e Omã antes de seguir para a Rússia, onde deve se reunir com o presidente Vladimir Putin.

Mesmo com um cessar-fogo em vigor desde o conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, não há acordo sobre os termos de paz. O bloqueio no Estreito de Ormuz segue afetando o transporte marítimo na região.

A incerteza já se reflete nos mercados: os preços do petróleo avançaram, o dólar registrou leve alta e os futuros das bolsas americanas operaram em queda nas primeiras horas desta segunda-feira. O impasse também amplia preocupações com a inflação e com o ritmo de crescimento da economia global.

Estadão
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