Governo Trump apaga vídeo racista com Obamas e classifica como 'erro' após críticas
Publicação que retrata ex-presidente e ex-primeira-dama como macacos ficou quase 12 horas no ar
Após publicar vídeo em que o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama aparece como macaco ao lado da esposa, Michelle Obama, o atual presidente Donald Trump afirmou se tratar de um "erro". O vídeo foi publicado na quinta-feira, 5, e retirado do ar na tarde de sexta, somente após uma onda de críticas.
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Antes da exclusão, a Casa Branca havia minimizado o caso. Embora o vídeo tenha sido publicado na conta pessoal de Donald Trump na rede social Truth Social, um funcionário da Casa Branca afirmou à Reuters que a postagem foi feita de for errada por um funcionário do governo norte-americano.
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou a publicação como um conteúdo banal da internet. "Trata-se de um vídeo de meme da internet que mostra o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens de O Rei Leão. Por favor, parem com a indignação falsa e noticiem hoje algo que realmente importe para o público americano", afirmou, em comunicado enviado à AFP.
O material tem cerca de um minuto e apresenta uma teoria da conspiração relacionada às eleições presidenciais dos Estados Unidos. Nos segundos finais, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem em corpos de macacos, enquanto toca ao fundo a música The Lion Sleeps Tonight. O casal não tem qualquer relação com a suposta denúncia apresentada no vídeo.
A repercussão negativa incluiu críticas duras dentro do próprio Partido Republicano. Tim Scott, único senador negro do partido, afirmou que se tratava de "a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca".