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Al-Qaeda foi abalada, mas ameaça de terror é real, diz Obama

7 ago 2013
19h46
atualizado às 20h21

O presidente Barack Obama insistiu nesta quarta-feira que os líderes da Al-Qaeda estão encurralados, mas admitiu que as ameaças que levaram os EUA a fechar embaixadas e consulados no Oriente Médio e no norte da África devem ser levadas a sério.

O discurso para cerca de 3.000 marines na base militar de Camp Pendleton, na Califórnia, foi feito depois do fechamento de pelo menos 20 missões diplomáticas em resposta a informes de inteligência. O governo americano teria interceptado mensagens sobre um ataque iminente a interesses americanos.

"Graças a vocês, os altos escalões da Al-Qaeda foram atingidos", disse Obama às tropas. "O núcleo da Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão está no caminho da derrota. Isso aconteceu graças a vocês".

Em relação à ameaça atual, o presidente disse que é preciso lidar com um possível ato de terror.

"O fim da guerra no Afeganistão não significa o fim das ameaças à nossa nação. Nós fomos lembrados disso, de novo, nos últimos dias", frisou.

"Então, eu quero tirar um momento especial para saudar todos os nossos corajosos diplomatas e o incansável pessoal militar e de inteligência, que trabalham de forma permanente para proteger nossas embaixadas e nossos consulados e nossos companheiros americanos servindo no exterior", acrescentou Obama.

O presidente garantiu que "extremistas" não irão deter a Política Externa dos EUA.

"Isso é o que aqueles que atacam covardemente nossos civis não entendem: os Estados Unidos não irão nunca se retirar do mundo", afirmou.

"Nós não nos deixamos aterrorizar. Continuaremos a lutar por nossos interesses", completou.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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