Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Disputa no Alasca ameaça complicar controle do Senado dos EUA

29 out 2026 - 15h31
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O governador do Alasca ordenou uma investigação após denúncias de que democratas teriam recrutado candidatos — incluindo um homônimo — para desviar votos do senador republicano Dan Sullivan. A polêmica pode atrasar a definição sobre o controle do Senado dos EUA, hoje com maioria republicana e cerca de dez disputas cruciais. Sob críticas de Donald Trump e negação da campanha democrata, a eleição mobiliza líderes nacionais enquanto pesquisas indicam um cenário altamente competitivo pelo país.

O governador republicano do Alasca ordenou uma investigação estadual ‌para apurar alegações de reportagem do New York Times segundo a qual democratas teriam recrutado candidatos para atrapalhar a disputa pelo Senado dos EUA no Estado, aumentando a possibilidade de acirramento de uma disputa que pode determinar o controle do Senado nas eleições de meio de mandato da próxima terça-feira.

O Alasca é uma das cerca de 10 disputas altamente acirradas com poder de decidir para que lado vai pender ⁠o Senado, onde os republicanos atualmente detêm uma maioria de 53 a 47. Os democratas precisam de um ‌ganho líquido de quatro cadeiras, e uma disputa pós-eleitoral no Alasca poderia deixar o controle da Casa incerto por semanas.

O governador Mike Dunleavy afirmou na quarta-feira que a investigação deve examinar se alguma lei ‌foi violada, postando no X que "as evidências determinarão o que ‌acontecerá a seguir", horas após o Times noticiar que assessores da candidata democrata Mary Peltola trabalharam ⁠para recrutar dois candidatos que poderiam desviar votos do senador republicano em exercício Dan Sullivan.

O presidente Donald Trump disse a jornalistas nesta quinta-feira: "É difícil acreditar que ela tenha sequer sido autorizada a concorrer. Francamente, não sei como é possível permitir que alguém assim concorra. É muito injusto."

Trump vem, há anos, semeando dúvidas sobre a imparcialidade das eleições nos EUA e, mesmo antes da reportagem do Times, já havia pressionado o ‌Departamento de Justiça a entrar com uma ação judicial buscando impedir preventivamente que o Alasca emposse Peltola, uma ‌ex-deputada federal, caso ela vença a ⁠eleição.

O Times noticiou na ⁠quarta-feira que assessores de Peltola trabalharam com advogados da campanha e funcionários do Comitê Democrata de Campanha para o Senado (DSCC) ⁠para recrutar dois candidatos que pudessem desviar votos do republicano ‌Sullivan, atual titular do cargo, incluindo ‌um professor aposentado também chamado Dan Sullivan, que está na cédula eleitoral. A ex-coordenadora de campanha de Peltola, Elisa Rios, demitida em agosto, disse ao Times que Peltola estava ciente da iniciativa.

A campanha de Peltola afirmou que "não tem envolvimento com nenhuma das campanhas de Sullivan". O comitê também ⁠negou participação e acusou os republicanos de promoverem candidatos semelhantes em outras disputas eleitorais.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, republicano, criticou duramente nesta quinta-feira o que chamou de "táticas malucas" dos democratas no Alasca, afirmando em entrevista à Fox News esperar que "isso não confunda os eleitores, mas foi exatamente isso que os democratas tentaram fazer aqui; eles foram pegos em flagrante".

TRUMP NA CAROLINA ‌DO SUL, HARRIS NA GEÓRGIA

Trump deve realizar um comício em Rock Hill, na Carolina do Sul, nesta quinta-feira, sua segunda visita em duas semanas a um Estado onde as pesquisas mostram uma disputa ⁠inesperadamente acirrada entre a senadora republicana Darline Graham e a democrata Annie Andrews.

Com o controle do Senado em jogo, os dois partidos estão mobilizando seus maiores líderes nos últimos dias da campanha. A participação mais intensa conta, do lado republicano, com Trump, enquanto os democratas mobilizaram o ex-presidente Barack Obama e a ex-vice-presidente Kamala Harris.

Pesquisas de opinião recentes mostram que os democratas estão competitivos em Estados tradicionalmente republicanos, incluindo Iowa, Kansas, Ohio e Texas.

O índice de aprovação de Trump ficou em 32% em uma pesquisa da Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira, próximo a uma baixa recorde, à medida que os norte-americanos se mostram insatisfeitos com o alto custo de vida e a guerra com o Irã.

Cerca de 41,4 milhões de norte-americanos já haviam votado até a manhã desta quinta-feira, de acordo com o Election Lab da Universidade da Flórida. Um total de 45,9 milhões votaram antecipadamente nas eleições intermediárias de 2022.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra