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Bloco de Netanyahu lidera eleições legislativas em Israel após apuração de 50% dos votos

Atualização foi divulgada pela Comissão Eleitoral do país

28 out 2026 - 08h32
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Resumo
Com 50% dos votos apurados nas eleições em Israel, o bloco de direita de Binyamin Netanyahu lidera com 56 cadeiras, contra 49 da oposição de Gadi Eisenkot e 15 de partidos árabes. Em disputa acirrada e sem maioria clara até o momento, o pleito ocorre em meio ao crescente isolamento internacional do país devido às guerras em Gaza e no Irã. Apesar de defender ações militares semelhantes às do premiê, Eisenkot promete frear o extremismo na Cisjordânia e promover a inclusão interna.
O partido de direita Likud, de Netanyahu, e aliados alcançam 56 cadeiras das 120 do Knesset, contra 49 do bloco de oposição
O partido de direita Likud, de Netanyahu, e aliados alcançam 56 cadeiras das 120 do Knesset, contra 49 do bloco de oposição
Foto: Alexi J. Rosenfeld/Getty Images

A coalizão de Binyamin Netanyahu lidera eleições legislativas em Israel, divulgou a Comissão Eleitoral do país nesta quarta-feira, 28, após a apuração de 50,1% dos votos.

O partido de direita Likud, de Netanyahu, e aliados alcançam 56 cadeiras das 120 do Knesset, contra 49 do bloco de oposição, de Gadi Eisenkot, e 15 dos partidos árabes.

Os resultados parciais ainda podem sofrer alterações significativas, e pesquisas apontam que os dois principais blocos estão em uma disputa acirrada, sem uma maioria clara.

As eleições acontecem em um momento em que Israel se vê cada vez mais isolado no cenário mundial, devido à guerra no Irã e à campanha militar em Gaza, ao aumento da construção de assentamentos e à violência na Cisjordânia ocupada. Estima-se que milhares de israelenses tenham viajado do exterior para participar do pleito considerado crucial.

Eisenkot compartilha das opiniões de Netanyahu em matéria de segurança e apoiou a ofensiva em Gaza após o 7 de outubro, mas se comprometeu a criar um ambiente mais inclusivo dentro de Israel e a conter os colonos extremistas na Cisjordânia, que têm atacado palestinos. /AFP

Estadão
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