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Houthis pedem retirada imediata do aeroporto de Áden à medida que combates se intensificam no Iêmen

28 out 2026 - 09h17
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Resumo
Os houthis exigiram a evacuação imediata do aeroporto de Áden, sede do governo iemenita apoiado pelos sauditas, alegando a presença de um avião militar de armas no local. O alerta ocorre após explosões na cidade e em meio à escalada dos combates contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita, rompendo a trégua de 2022. O avanço houthi no estratégico Estreito de Bab el-Mandeb amplia as tensões ligadas ao conflito com o Irã, agravando ainda mais a severa crise humanitária enfrentada pelo Iêmen.

Os houthis do Iêmen, ‌alinhados com o Irã, pediram nesta quarta-feira que as pessoas saiam imediatamente do aeroporto de Áden, onde está sediado o governo internacionalmente reconhecido e apoiado pela Arábia Saudita.

O porta-voz dos houthis, Yahya Saree, afirmou em uma ⁠postagem no X que a retirada se deve ao que ‌ele descreveu como a presença no local de um avião de carga militar saudita transportando armas.

Não houve ‌comentário imediato das autoridades sauditas.

A ‌milícia houthi, que controla a capital Sanaa, no ⁠norte, já atacou repetidamente o aeroporto, que é uma linha de abastecimento humanitária e porta de entrada para o sul do Iêmen.

Explosões foram ouvidas em Áden antes do alerta dos houthis, segundo relataram moradores da cidade ‌à Reuters.

Os combates entre os houthis e a coalizão liderada ‌pela Arábia Saudita, ⁠que apoia ⁠o governo do Iêmen, se intensificaram nas últimas semanas, à medida ⁠que os houthis avançaram ‌no mês passado em ‌direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico de passagem marítima que fica em frente ao Estreito de Ormuz, do outro lado da Península ⁠Arábica.

O conflito tornou-se uma nova frente instável na guerra mais ampla dos EUA e de Israel contra o Irã.

As forças governamentais lançaram uma ofensiva para retomar território tomado pelos houthis ‌na costa do Mar Vermelho, o que poderia enfraquecer o controle do grupo sobre o estreito, e a ⁠coalizão intensificou seus ataques a alvos houthis em resposta à escalada dos ataques contra a Arábia Saudita.

A retomada dos combates rompeu a trégua de 2022 mediada pela ONU, que havia praticamente interrompido os ataques nesse país empobrecido, atolado em conflitos desde 2014, quando os houthis empurraram o governo para o sul.

Agências humanitárias alertaram para a rápida deterioração das condições como resultado disso. O Iêmen já vem sofrendo com uma das piores crises humanitárias do mundo.

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