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'O que os brasileiros fizeram, nós também podemos fazer': esquerda francesa comemora vitória de Lula

A esquerda francesa comemorou nesta segunda-feira (26) a reeleição do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e considera o resultado um sinal de que é possível "desafiar as pesquisas" e "derrotar a extrema direita", a menos de seis meses da eleição presidencial na França. A candidata do Reunião Nacional, a ultranacionalista Marine Le Pen, lidera as pesquisas de intenção de voto e aparece como favorita para a disputa em 2027.

26 out 2026 - 08h27
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Resumo
Líderes da esquerda francesa celebraram a vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro, classificando o resultado como uma prova de que a extrema-direita não é invencível. Nomes como Jean-Luc Mélenchon, Fabien Roussel e Marine Tondelier destacaram a superação das pesquisas e o freio à influência externa e conservadora. Para a oposição francesa, a mobilização popular vista no Brasil serve de inspiração direta para suas próprias disputas nas eleições presidenciais previstas para o próximo mês de abril.

"Uma extraordinária mensagem de esperança: a extrema direita não é uma fatalidade", escreveu na rede social X o candidato do Partido Comunista à Presidência, Fabien Roussel. 

O líder do partido França Insubmissa (esquerda radical), Jean-Luc Mélenchon (à esquerda), cumprimenta o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva antes de uma reunião em Paris, em 17 de novembro de 2021.
O líder do partido França Insubmissa (esquerda radical), Jean-Luc Mélenchon (à esquerda), cumprimenta o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva antes de uma reunião em Paris, em 17 de novembro de 2021.
Foto: Christophe ARCHAMBAULT AFP / RFI

Jean-Luc Mélenchon, que disputará a eleição pelo partido França Insubmissa (LFI), da esquerda radical escreveu no X: "Viva Lula, viva o Brasil da dignidade".  Segundo ele, as pesquisas "previam sua derrota", mas Lula "venceu a extrema direita e as interferências estrangeiras".  

Lula conquistou uma vitória surpreendente sobre Flávio Bolsonaro, que contava, entre outros apoios, com o respaldo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que até agora não reagiu à reeleição do brasileiro.

No sábado (24), Mélénchon publicou um vídeo no Instagram  em apoio a Lula. "Nós, que estamos na luta, precisamos da vitória de Lula. Sua vitória será a vitória do povo contra o império americano. Contamos com o Brasil como um país e uma nação irmã."

'Retorno histórico'

O coordenador da sigla, Manuel Bompard, afirmou à emissora LCI que os apoiadores de Lula venceram porque "aumentaram a participação entre o primeiro e o segundo turno". "Quero dizer ao povo francês que o que os brasileiros fizeram, nós também podemos fazer na França", afirmou, referindo-se à eleição presidencial do próximo mês de abril. 

A candidata ecologista Marine Tondelier saudou um "retorno histórico" que, segundo ela, "nos lembra que a vitória da extrema direita nunca está garantida de antemão". No Instagram, Tondelier agradeceu em português a Lula por impedir "o filhinho de papai Flávio Bolsonaro de levar o Brasil de volta à extrema-direita".

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Já o candidato do Partido Socialista Raphaël Glucksmann afirmou à TF1 que o resultado do segundo turno das eleições no Brasil demonstra que "na política, não existe fatalidade" quando há "mobilização popular e cidadã". 

Com agências

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