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EUA condicionam apoio financeiro à Argentina após 2027 caso país 'mantenha-se à direita'

Declaração foi feita pelo embaixador americano no país latino. Washington disponibilizaria mais US$ 20 bilhões a Buenos Aires

21 out 2026 - 08h11
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Resumo
O governo Donald Trump condicionou a continuidade do apoio financeiro à Argentina após 2027 à permanência do país sob uma gestão de direita. Segundo o embaixador Peter Lamelas, os EUA avaliam liberar até US$ 20 bilhões para investimentos, somando-se a acordos prévios em infraestrutura e swaps cambiais. A extensão dos recursos além de 2027 dependerá do resultado das próximas eleições presidenciais, nas quais o atual mandatário e aliado de Trump, Javier Milei, tentará a reeleição.
Milei é um dos aliados do presidente Donald Trump na América Latina
Milei é um dos aliados do presidente Donald Trump na América Latina
Foto: Daniel Torok/White House

O embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Peter Lamelas, disse nesta terça-feira, 20, que a gestão de Donald Trump manterá o apoio financeiro ao governo de Javier Milei para projetos de investimento após 2027, caso o país "mantenha-se à direita"

"Estamos avaliando outros projetos que poderiam mobilizar até US$ 20 bilhões, e isso não para por aí. Estamos prontos para continuar financiando, a partir dos Estados Unidos, para além de 2027, se a Argentina continuar avançando sempre para frente e nunca para trás", afirmou o diplomata em um encontro com empresários em Neuquén, no sul do país.

O montante quase triplica o pacote de US$ 7 bilhões acordado em setembro para projetos de infraestrutura no âmbito da iniciativa "Corredor Andes-Atlântico", voltada, principalmente, para o desenvolvimento de Vaca Muerta, uma enorme jazida de hidrocarbonetos não convencionais no sul da Argentina.

"O dinheiro estará disponível até 2027. Depois, veremos o que acontece", disse Lamelas, em referência às eleições presidenciais da Argentina, que acontecem no segundo semestre do próximo ano, nas quais Milei já anunciou que buscará a reeleição para um segundo mandato. "Estamos apoiando este governo (de Milei) e o povo argentino, desde que sigam na direção correta: rumo à direita, e não à esquerda", acrescentou.

O embaixador não especificou os prazos nem a quais projetos esses recursos seriam destinados.

Milei é um dos aliados do presidente Donald Trump na América Latina. O mandatário americano retribuiu esse apoio há um ano, ao assinar um acordo de troca de moedas (swap cambial) de US$ 20 bilhões de dólares entre Buenos Aires e o Departamento do Tesouro.

O montante ajudou a acalmar turbulências cambiais em um momento em que o presidente sul-americano enfrentava eleições legislativas decisivas. O partido de Milei venceu o pleito e conquistou um peso legislativo importante para avançar com reformas. /AFP

Estadão
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