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Deputado italiano questiona governo sobre cidadania a Flávio Bolsonaro

'Queremos saber se procedimentos foram respeitados', disse Angelo Bonelli

28 out 2026 - 09h28
(atualizado às 09h54)
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Resumo
O deputado italiano Angelo Bonelli questionou o governo sobre a concessão de cidadania a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, apontando suspeitas de aceleração indevida no processo. A ação ocorreu após Flávio Bolsonaro, investigado pelo STF, fugir para os Estados Unidos via Argentina, descumprindo a ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes para entregar seus passaportes. Bonelli declarou que a cidadania da Itália não pode servir de escudo para que investigados fujam da Justiça brasileira.

Um deputado de oposição questionou o governo da Itália sobre os procedimentos de reconhecimento da cidadania por direito de sangue a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado de esquerda Angelo Bonelli
O deputado de esquerda Angelo Bonelli
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida chega após Flávio, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026 e investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), fugir para os Estados Unidos via Argentina.

"Dentro de algumas horas, apresentarei um questionamento parlamentar ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, para saber quais procedimentos foram adotados para conceder a cidadania italiana a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro", disse Angelo Bonelli, líder da Aliança dos Verdes e da Esquerda (AVS).

"Queremos saber se todos os procedimentos foram respeitados, porque as datas de emissão dos passaportes revelam uma aceleração que levanta algumas dúvidas", acrescentou. Segundo Bonelli, a cidadania italiana "não pode ser utilizada para escapar da justiça, como ocorreu com Carla Zambelli", ex-deputada bolsonarista condenada a mais de 15 anos de prisão no Brasil e que está na Itália, onde aguarda a conclusão de um processo de extradição.

"Como bem disse o presidente Lula, a justiça se enfrenta, em vez de fugir. Foi o que o próprio Lula fez há alguns anos, quando aguardou a prisão e passou mais de 500 dias na cadeia, para depois provar sua inocência", concluiu o deputado.

Na última segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse todos os seus passaportes, inclusive o da Itália, porém o candidato derrotado, que perderá a imunidade parlamentar como senador no início do ano que vem, fugiu para a Argentina e depois embarcou em um voo com escala no Equador e destino final em Miami, na última terça (27).

Ansa - Brasil
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