Trump diz 'gostar' de Lula, mas afirma que eleição 'parece fraudada'
'A extensão' da votação 'foi muito estranha', declarou o presidente
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a eleição brasileira pareceu fraudada devido à extensão do horário de votação pelo STF, argumento também usado pelo derrotado Flávio Bolsonaro para pedir a anulação do pleito. Apesar das suspeitas levantadas, Trump declarou ter uma boa relação com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e ressaltou que governa apenas os Estados Unidos, sem pretensão de intervir no processo político do Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou pela primeira vez sobre o segundo turno das eleições no Brasil e disse nesta segunda-feira (26) que o pleito parece ter sido "fraudado", porém fez elogios a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O petista venceu a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de mais de 4 milhões de votos, porém o senador não reconheceu o resultado e prometeu pedir a anulação das eleições, alegando irregularidade na decisão de Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender a votação em duas horas.
"Pareceu terrível para mim. Não tomei partido, mas, francamente, pareceu mais uma eleição fraudada. Foi uma péssima imagem para o mundo. Eleições precisam ser incontestáveis, e, para mim, a situação pareceu muito ruim", disse Trump a jornalistas antes de partir para o Mississippi.
Em seguida, questionado se pretendia fazer alguma coisa sobre assunto, respondeu: "Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só achei que a eleição foi... Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele, mas a extensão dada foi muito estranha", acrescentou.
O presidente dos EUA havia evitado fazer comentários sobre o Brasil durante a campanha eleitoral para, segundo a imprensa americana, não prejudicar Flávio, que prometia alinhamento total com a Casa Branca.
O governo Trump tem exercido pressões econômicas sobre o governo brasileiro, primeiro para tentar impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e depois por práticas consideradas desleais por Washington, como a criação do Pix.
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