Sem provas, Trump levanta suspeitas sobre as eleições brasileiras e elogia Lula
Presidente norte-americano comentou o resultado do pleito, enquanto Flávio Bolsonaro promete acionar a Justiça após derrota nas urnas
Donald Trump levantou suspeitas, sem provas, sobre a eleição brasileira, embora tenha elogiado Lula e descartado intervir. O petista venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, tornando-se o primeiro presidente eleito quatro vezes e protagonizando uma virada inédita após ficar em segundo na primeira rodada. O resultado foi confirmado pelo TSE sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, enquanto o senador derrotado afirmou que recorrerá à Justiça para anular o pleito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se nesta segunda-feira (26) sobre a recente disputa eleitoral no Brasil. Sem apresentar qualquer tipo de evidência, o líder norte-americano levantou suspeitas sobre o processo de contagem de votos.
"Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada". O republicano prosseguiu com suas impressões pessoais. "Para mim, pareceu muito ruim." A declaração ocorreu logo após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques, confirmar o resultado definitivo nas urnas na noite de domingo (25).
Questionado sobre possíveis atitudes do seu governo em relação ao cenário sul-americano, Trump minimizou qualquer intervenção e fez elogios ao atual mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha."
O impacto histórico das eleições brasileiras e a reação da oposição
A apuração confirmou a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro, filiado ao PL, marcando um feito inédito na política nacional. Pela primeira vez na história do país, um candidato que ficou em segundo lugar na rodada inicial conseguiu reverter o placar e vencer no segundo turno.
O petista alcançou 51,79% dos votos válidos, superando os 48,21% obtidos pelo seu adversário direto. Com o resultado, o atual presidente, que completará 81 anos na próxima terça-feira (27), consagra-se como o único chefe de Estado eleito quatro vezes pelo voto popular. Inconformado com o desfecho, o parlamentar derrotado declarou publicamente que não aceitará o resultado e buscará a anulação do processo perante a Justiça, alegando desequilíbrio na disputa.
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