Trump mantém silêncio após vitória de Lula e derrota do aliado Flávio Bolsonaro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou na Casa Branca na noite de domingo (25) sem falar com a imprensa. Até a madrugada desta segunda-feira (26), o líder republicano não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição no Brasil.
Após a reeleição de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro, Donald Trump manteve silêncio, em contraste com líderes internacionais e democratas dos EUA, que parabenizaram o petista. Enquanto o candidato derrotado contesta o resultado e exige sua anulação, recebendo apoio de republicanos e de Donald Trump Jr., a Meta negou acusações de favorecimento na campanha, afirmando ter seguido as regras do TSE.
Patrícia Vasconcellos, de Washington,especial para a RFI
Os líderes de direita Keiko Fujimori, do Peru, José Antonio Cast, do Chile, e o presidente paraguaio, Santiago Peña, foram rápidos em parabenizar Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também deu os parabéns a Lula, afirmando que "a relação entre o Canadá e o Brasil floresceu" sob a parceria deles.
Já em Washington, as horas que se seguiram após o anúncio da vitória do líder petista foram de expectativa e silêncio. Antes da divulgação dos resultados, Trump manteve um tom de neutralidade. Questionado sobre se apoiava Lula ou Flávio Bolsonaro, o republicano afirmou: "Estamos observando".
Essa postura do presidente dos Estados Unidos se manteve nos dois turnos das eleições presidenciais no Brasil. Em duas ocasiões, Trump afirmou que "acompanhava a disputa muito de perto".
No Legislativo, parlamentares democratas norte-americanos se manifestaram cedo sobre o resultado das urnas no Brasil. O deputado Joaquín Castro, do Texas, foi um dos primeiros a reagir. Ele parabenizou o povo brasileiro "por exercer o direito de participar da democracia". O senador Bernie Sanders, que esteve com Lula em Nova York, em setembro, classificou a reeleição do presidente brasileiro como "extraordinária".
Nas semanas que antecederam as eleições no Brasil, Sanders enviou ao Departamento de Estado cartas assinadas por ele e por deputados de seu partido pedindo respeito às eleições brasileiras e o reconhecimento do resultado das urnas.
Meta nega influência
Uma terceira carta foi enviada à gigante Meta devido às acusações de que a empresa teria desfavorecido publicações da campanha petista. A companhia negou ter beneficiado qualquer um dos candidatos e afirmou que seguiu as regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os parlamentares republicanos, incluindo o senador estadual de Oklahoma, Shane Jett, e Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, surgiram questionamentos sobre o resultado que deu a vitória a Lula e que não foi aceito por Flávio Bolsonaro. O candidato do PL exige a anulação da reeleição de seu adversário.
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