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América Latina

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Trump mantém silêncio após vitória de Lula e derrota do aliado Flávio Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou na Casa Branca na noite de domingo (25) sem falar com a imprensa. Até a madrugada desta segunda-feira (26), o líder republicano não havia se pronunciado sobre o resultado da eleição no Brasil.

26 out 2026 - 05h31
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Resumo
Após a reeleição de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro, Donald Trump manteve silêncio, em contraste com líderes internacionais e democratas dos EUA, que parabenizaram o petista. Enquanto o candidato derrotado contesta o resultado e exige sua anulação, recebendo apoio de republicanos e de Donald Trump Jr., a Meta negou acusações de favorecimento na campanha, afirmando ter seguido as regras do TSE.

Patrícia Vasconcellos, de Washington,especial para a RFI 

Manifestante usando máscara do presidente norte-americano, Donald Trump, e segurando um boneco de Flávio Bolsonaro participa de ato de encerramento da campanha de Lula, na véspera do segundo turno da eleição presidencial, no sábado (24), em São Paulo.
Manifestante usando máscara do presidente norte-americano, Donald Trump, e segurando um boneco de Flávio Bolsonaro participa de ato de encerramento da campanha de Lula, na véspera do segundo turno da eleição presidencial, no sábado (24), em São Paulo.
Foto: REUTERS - Alexandre Meneghini / RFI

Os líderes de direita Keiko Fujimori, do Peru, José Antonio Cast, do Chile, e o presidente paraguaio, Santiago Peña, foram rápidos em parabenizar Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também deu os parabéns a Lula, afirmando que "a relação entre o Canadá e o Brasil floresceu" sob a parceria deles.

Já em Washington, as horas que se seguiram após o anúncio da vitória do líder petista foram de expectativa e silêncio. Antes da divulgação dos resultados, Trump manteve um tom de neutralidade. Questionado sobre se apoiava Lula ou Flávio Bolsonaro, o republicano afirmou: "Estamos observando".

Essa postura do presidente dos Estados Unidos se manteve nos dois turnos das eleições presidenciais no Brasil. Em duas ocasiões, Trump afirmou que "acompanhava a disputa muito de perto". 

No Legislativo, parlamentares democratas norte-americanos se manifestaram cedo sobre o resultado das urnas no Brasil. O deputado Joaquín Castro, do Texas, foi um dos primeiros a reagir. Ele parabenizou o povo brasileiro "por exercer o direito de participar da democracia". O senador Bernie Sanders, que esteve com Lula em Nova York, em setembro, classificou a reeleição do presidente brasileiro como "extraordinária". 

Nas semanas que antecederam as eleições no Brasil, Sanders enviou ao Departamento de Estado cartas assinadas por ele e por deputados de seu partido pedindo respeito às eleições brasileiras e o reconhecimento do resultado das urnas. 

Meta nega influência

Uma terceira carta foi enviada à gigante Meta devido às acusações de que a empresa teria desfavorecido publicações da campanha petista. A companhia negou ter beneficiado qualquer um dos candidatos e afirmou que seguiu as regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Entre os parlamentares republicanos, incluindo o senador estadual de Oklahoma, Shane Jett, e Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, surgiram questionamentos sobre o resultado que deu a vitória a Lula e que não foi aceito por Flávio Bolsonaro. O candidato do PL exige a anulação da reeleição de seu adversário. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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