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Homem é suspeito de matar primo rico com sonho recheado na Itália

Vítima sofria de disfagia grave e não podia consumir alimentos sólidos

29 out 2026 - 15h01
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Resumo
Na Itália, um homem de 76 anos foi detido suspeito de matar o primo, de 74, ao oferecer-lhe um sonho recheado. A vítima, internada em uma casa de repouso, sofria de disfagia grave e só podia ingerir líquidos, morrendo por sufocamento. As investigações apontam que o crime foi premeditado para obter uma herança de 300 mil euros. O acusado demorou a acionar o socorro, escondeu a ingestão do doce dos cuidadores e tentou alinhar depoimentos de parentes para encobrir o caso.

Um homem é o principal suspeito de ter matado seu primo com um sonho recheado na Itália, a fim de herdar seu patrimônio. O caso, que aconteceu em Reggio Emilia, na Emilia-Romagna, levou o suspeito à prisão domiciliar na noite de quarta-feira (28).

    De acordo com as investigações, o possível assassino, de 76 anos, teria premeditado o crime, oferecendo ao parente, de 74 anos, um sonho recheado com creme, mesmo sabendo que ele sofria de uma grave disfagia, e só podia consumir alimentos líquidos.

    A vítima morreu sufocada em 27 de junho na casa de repouso em que vivia.

    Segundo as evidências, o paciente teve a respiração bloqueada após consumir o doce, sem que o suspeito chamasse ajuda imediata; pelo contrário, ele optou por comprar uma água com gás e oferecê-la ao homem sufocado, na tentativa de ajudar o alimento a descer. Só então, e de forma muito calma, alertou as enfermeiras, dizendo que seu primo não passava bem e omitindo que o homem acabara de ingerir um alimento sólido.

    No entanto, a profissional notou farelos nas roupas da vítima, que teve uma parada cardíaca causada pela obstrução completa das vias aéreas.

    Após o falecimento, veio à tona a suposta motivação do crime: a vítima possuía ativos financeiros superiores a 300 mil euros (R$ 1,8 milhão), e o suspeito figurava entre seus herdeiros legais.

    Investigações técnicas adicionais documentaram, por fim, as tentativas do indivíduo de 76 anos de monitorar os depoimentos prestados pelos familiares aos investigadores e de articular versões convenientes e previamente combinadas. .

Ansa - Brasil
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