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Democratas criticam vistos e defendem deportação de Flávio Bolsonaro dos EUA

Candidato fugiu para Miami após ter sido derrotado por Lula no 2º turno das eleições

29 out 2026 - 14h58
(atualizado às 15h25)
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Resumo
Parlamentares democratas dos EUA criticaram a concessão de vistos e defenderam a deportação de Flávio Bolsonaro e sua família. O senador viajou ao país após ser proibido pelo STF de deixar o Brasil, onde é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, além de ter sido derrotado nas eleições presidenciais de 2026. Políticos como Joaquin Castro e Isaiah Martin questionaram o acolhimento, apontando contradição na política migratória americana e acusando o governo Trump de abrigar o parlamentar.

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, vinculado ao Partido Democrata, manifestou críticas à decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares.

Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami após garantir asilo de Trump
Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami após garantir asilo de Trump
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma publicação nas redes sociais, o grupo questionou a medida ao compará-la à política migratória adotada pelos Estados Unidos em relação a pessoas que tentam escapar de conflitos no Sudão e no Haiti.

"Não há asilo para quem foge da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio estende o tapete vermelho para Bolsonaro. Ao que parece, fugir da violência não é justificativa suficiente. Já contestar os resultados eleitorais, sim", declarou.

Além do comitê, outros políticos democratas também se manifestaram contra a chegada de Flávio Bolsonaro ao país.

O candidato ao Congresso pelo Texas, Isaiah Martin, defendeu que o senador e outros integrantes de sua família sejam deportados caso os democratas conquistem poder para adotar a medida.

Em uma série de publicações nas redes sociais, Martin classificou os membros da família Bolsonaro como "criminosos ilegais" e "sanguessugas às custas do contribuinte americano".

"Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país", escreveu Martin.

Já o deputado democrata Joaquin Castro também questionou a possibilidade de acolhimento do senador brasileiro.

Em publicação no Threads, ele afirmou que a derrota eleitoral não justifica um pedido de asilo e acusou o governo do presidente Donald Trump de oferecer refúgio ao parlamentar.

"Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo", escreveu Castro, cobrando explicações do governo americano ao Congresso sobre uma possível atuação para ajudar Flávio a deixar o Brasil em desacordo com a legislação brasileira.

Na mesma publicação, Castro mencionou investigações no Brasil envolvendo suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio Bolsonaro, que foi derrotado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026, em uma virada histórica, fugiu para os Estados Unidos, após ter sido proibido de deixar o Brasil pelo ministro Alexandre de Moraes.

A medida foi tomada no âmbito do caso em que é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o amigo e advogado Willer Tomaz. Além do "caso Willer", o senador também é alvo de inquérito no STF por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia de Bolsonaro, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ansa - Brasil
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