Deslizamento segue avançando em cidade no sul da Itália
Edifício de 3 andares e pedaços de imóveis caíram em precipício
O deslizamento de terra que atingiu a cidade de Niscemi, na ilha italiana da Sicília, segue avançando lentamente, e as autoridades ainda não conseguem prever quando a situação será estabilizada.
Há exata uma semana, um desmoronamento no planalto que sustenta o município de quase 30 mil habitantes abriu um precipício de quatro quilômetros de extensão e até 20 metros de altura, forçando a evacuação de mais de 1,3 mil pessoas, muitas das quais não poderão voltar para casa.
No último sábado (31), um edifício de três andares que estava pendurado sobre o abismo desabou, após dois dias de chuvas aumentarem a instabilidade na área do deslizamento.
Já neste domingo (1º), pedaços de imóveis já comprometidos de forma definitiva também cederam e caíram no barranco. Um dos prédios em risco é o da biblioteca Angelo Marsiano, que abriga 4 mil textos sobre a história da Sicília.
O governo da Itália já anunciou a intenção de abrir um inquérito administrativo para investigar possíveis omissões do poder público desde 1997, quando um deslizamento semelhante atingiu a mesma zona de Niscemi.
O ministro da Defesa Civil, Nello Musumeci, estima que a fronteira do precipício pode avançar até 150 metros dentro da cidade, o que atingiria centenas de imóveis. Enquanto isso, uma cruz resistiu ao fenômeno climático e segue de pé na beira do barranco.
Cruz resistiu a deslizamento e segue de pé na beira de barranco"Ela está se tornando um símbolo de resistência, e podemos ver pelas imagens que ela não cedeu", diz um dos profissionais envolvidos nas operações de monitoramento com drones. Já as crianças das escolas interditadas voltarão às aulas nesta segunda-feira (2), porém apenas em colégios situados em áreas seguras.
O desastre ocorreu na esteira da passagem do ciclone Harry, que provocou danos bilionários no sul da Itália, embora não tenha deixado mortos.