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Coreia do Norte: Kim Jong-un inaugura moradias para famílias de soldados mortos pela Rússia

O líder norte-coreano Kim Jong-un inaugurou neste domingo (15) um conjunto habitacional destinado às famílias dos soldados mortos na guerra da Rússia contra a Ucrânia, informou nesta segunda-feira (16) a KCNA, a agência oficial de Pyongyang. O líder norte-coreano estava acompanhado da filha, Kim Ju-ae, que vem sendo apontada como a provável sucessora do pai.

16 fev 2026 - 11h44
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A Coreia do Norte enviou milhares de soldados para lutar ao lado de Moscou na guerra contra a Ucrânia, que começou há quatro anos. De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos morreram nos combates. "Antes de morrer, nossos heróis certamente imaginaram suas queridas famílias vivendo em um país que continua sendo próspero", declarou o líder norte-coreano durante o discurso de inauguração, segundo a KCNA.

O líder norte-coreano Kim Jong-un preside a cerimônia de inauguração de um novo bairro residencial em Pyongyang, destinado às famílias dos soldados mortos ao lado da Rússia. A foto foi divulgada pela agência oficial norte-coreana Korean Central News Agency, em 16 de fevereiro de 2026
O líder norte-coreano Kim Jong-un preside a cerimônia de inauguração de um novo bairro residencial em Pyongyang, destinado às famílias dos soldados mortos ao lado da Rússia. A foto foi divulgada pela agência oficial norte-coreana Korean Central News Agency, em 16 de fevereiro de 2026
Foto: © KCNA / Reuters / RFI

Fotos publicadas pela agência mostram o dirigente visitando as novas habitações ao lado de sua filha, claramente "apontada como sucessora", afirmaram os serviços de inteligência sul-coreanos na semana passada, citando sua frequente participação em eventos importantes ao lado do pai.

O momento escolhido para a inauguração é "uma manobra política cuidadosamente calculada para justificar o envio de soldados" antes do congresso, explicou à AFP Hong Min, analista do Instituto Coreano para a Unificação Nacional.

"Ela mostra que o Estado oferece uma compensação concreta às famílias dos soldados mortos em combate (...) numa demonstração simbólica", afirmou. Em troca do envio de soldados, a Rússia fornece à Coreia do Norte ajuda financeira, tecnologias militares e suprimentos alimentares e energéticos, segundo analistas.

A visita antecede o principal evento político de Pyongyang, o Congresso do Partido, que deve ocorrer ainda este mês. A data exata do encontro ainda não foi divulgada, mas as atenções devem se concentrar nas próximas diretrizes de Kim Jong-un para a política interna e externa e na possibilidade de Kim Ju-ae receber um título oficial dentro do partido.

Novas ameaças

A Coreia do Norte ameaçou o sul com represálias na sexta-feira (13) após afirmar ter derrubado um drone equipado com equipamentos de vigilância perto de Kaesong.

Em um comunicado divulgado pela KCNA, Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un, criticou a violação da soberania norte-coreana. Ela também reconheceu que Seul adotou algumas medidas significativas para evitar novas tensões entre os dois países, mas insistiu que "nenhuma circunstância justifica incursões aéreas".

O novo presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, vem tentando retomar o diálogo com Pyongyang, revertendo a política mais dura de seu antecessor. As autoridades sul-coreanas abriram uma investigação e realizaram buscas em instalações de inteligência após o incidente. Em resposta às críticas do Norte, o Ministério da Reunificação da Coreia do Sul prometeu implementar medidas preventivas para evitar novos incidentes.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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