Ataque ilegal e grande obsessão: como imprensa internacional viu captura de Maduro pelos Estados Unidos
Ditador venezuelano será julgado em Nova York, de acordo com o procurador norte-americano
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela e posterior captura de Nicolás Maduro é destaque em toda a imprensa internacional. Em seu editorial, o New York Times afirmou que a ofensiva foi ilegal e imprudente.
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"O Sr. Trump ainda não ofereceu uma explicação coerente para suas ações na Venezuela. Ele está empurrando nosso país para uma crise internacional sem razões válidas. Se o Sr. Trump quiser argumentar o contrário, a Constituição [americana] define o que ele deve fazer: recorrer ao Congresso. Sem a aprovação do Congresso, suas ações violam a lei dos EUA", diz trecho do artigo.
Apesar das críticas, o NYT afirmou que “poucas pessoas sentirão qualquer simpatia pelo Sr. Maduro. Ele é antidemocrático e repressivo, e desestabilizou o Hemisfério Ocidental nos últimos anos. “
O espanhol El País e o argentino Clarín afirmaram que a invasão da Venezuela era a grande obsessão de Trump desde o primeiro o seu primeiro mandato e que agora ele concretizou o desejo antigo.
Já o britânico The Guardian comparou Donald Trump com o russo Vladimir Putin e afirmou que o ataque é a “putinização da política externa dos EUA”.
Já a revista The Economist fez um dos maiores questionamentos após a ação: “Será que alguém do círculo íntimo de Maduro o vendeu para os americanos?”. Integrantes do serviço secreto norte-americano podem ter conseguido os contatos para realização da operação.