Trump diz que EUA irá administrar a Venezuela até 'transição justa'; veja o pronunciamento
Ataques à Venezuela ocorreram neste sábado, 3; segundo Trump, Maduro e esposa foram denunciados por narcoterrorismo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou pela primeira vez sobre o ataque à Venezuela e a captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro. Em uma coletiva de imprensa, o republicano afirmou que os EUA vão governar a Venezuela "até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa".
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
"Nós queremos ajudar esse país a fazer de uma forma justa, ter alguém ali, até que essa situação seja resolvida. Nós iremos administrar o país até que ele possa permanecer de uma forma segura, apropriada e justa. Ele precisa ser justo. Nós queremos paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela, e isso inclui muitos venezuelanos que vivem nos Estados Unidos e querem voltar para a casa", declarou.
Ele também admitiu que não deixará que outra pessoa assuma o poder sem o seu aval. "Nós não podemos ter outra pessoa assumindo o poder na Venezuela e que não tenham o povo venezuelano em mente. Nós estamos lá e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente administrar o país até que uma transição apropriada aconteça."
Contra o narcotráfico, diz Trump
Trump declarou que o ataque teve como objetivo tirar Maduro do poder e levá-lo para a Justiça americana. Inclusive, ele afirmou que o presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, já foram acusados formalmente no Distrito Sul de Nova York, "por sua companha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos".
Apesar da alegaçao, nos bastidores, a conversa seja outra. O republicano e seus assessores já falavam do ataque com o objetivo de assumir controle das reservas de petróleo e minerais do país. No entanto, o republicano novamente bateu na tecla de que a operação militar visa a acabar com o narcotráfico e enfatizou que cerca de 90% das drogas nos EUA chegam pelo mar, e que cada carregamento pode matar até 25 mil pessoas.
"A ditadura ilegal de Maduro foi um reinado de uma rede criminosa imensa, responsável por tráfico de drogas, que acabaram lavando à morte milhares de pessoas nos EUA. Como foi dito na denúncia formal, ele pessoalmente inspecionou o Cartel de La Soles, que invadiu o nosso país com esse veneno fatal responsável pela morte de centenas de milhares de americanos ao longo dos anos", afirmou.
No momento da coletiva, Maduro e Cilia estavam sendo levados para Nova York em uma embarcação, conforme informou o presidente. A denúncia contra o venezuelano aponta para ações subversivas contra os EUA nos últimos anos, além da questão do narcotráfico e governamental, argumentou Trump.
Ele frisou que o casal sabia que o ataque ocorreria, descrito por ele como “extraordinário", e esperavam os militares, já que muitas embarcações do poder dos EUA estavam na região. “Tínhamos uma posição pronta e eles foram completamente incapacitados. O que eu vi ontem à noite foi algo muito impressionante. Nenhum americano foi assassinado e nenhum pedaço de equipamento americano foi perdido”. Por várias vezes, Trump exaltou o exército americano, dizendo que "são o que há de mais forte e poderoso no planeta".
Guerra por petróleo
Trump anunciou ainda no pronunciamento que empresas americanas vão passar a atuar na industria petrolífera do país, que ele alegou ter sido "roubada dos EUA", e gastarão bilhões de dólares para consertar a infraestrutura que “está altamente destruída".
“Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, deixamos que o regime socialista a roubou durante esses governos anteriores, e roubassem usando a força Uma estrutura imensa infraestrutura petrolífera foi tomada”, afirmou.
Durante seu discurso, o reprublicano também evocou a Doutrina Monroe — diretriz de 1823 voltada à reivindicar a expansão da influência dos EUA na América Latina e à soberania de Washington sobre o Ocidente. O tom foi de imposição disse: "O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", afirmou, reforçando que, sob a gestão Trump, o poder do país na região está sendo reafirmado de maneira contundente.