'Vi bolas de fogo na colina', diz venezuelano após ataque dos EUA
Donald Trump afirma que capturou Nicolás Maduro e sua esposa na madrugada deste sábado, 3, após uma série de bombardeios
Os bombardeios dos EUA contra Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado, 3, pegaram de surpresa a população do país. Enquanto alguns moradores comemoravam a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, outros tentavam se esconder em locais seguros e sem janelas.
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"Pensei que fosse um terremoto. Quando olhei pela janela, vi bolas de fogo na colina. Corri para fora, peguei minha caminhonete e fui para a casa da minha mãe, que fica perto", contou uma fonte anônima à agência de notícias AFP. O homem é morador de Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela e sede do Ministério da Defesa e do comando do exército, que foi visto em chamas em Caracas após as explosões na cidade.
Em uma área nobre da região, outros gritavam: "Viva a Venezuela, dane-se!". "Foi horrível, sentimos os aviões sobrevoando nossa casa", disse outra moradora. "Senti como se as explosões tivessem me levantando da cama, e imediatamente pensei: 'Meu Deus, o dia chegou', e chorei", disse María Eugenia Escobar, uma residente de La Guaira.
O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a captura de Maduro e da esposa em sua rede social, a Truth Social. "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos".
Nas redes sociais, é possível encontrar vídeos que mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando a capital venezuelana, enquanto múltiplas explosões são vistas na cidade. As aeronaves seriam CH-47G Chinook, projetados para operações secretas.
O governo da Venezuela confirmou que as explosões ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas. O país decretou estado de emergência devido à “ofensiva imperialista” dos EUA e mobilizou as forças de defesa. Ainda não há informações sobre mortos e feridos.
Testemunhas relataram à agência de notícias Reuters que os ataques ocorreram a partir das 2h (6h de Brasília), o que gerou colunas de fumaça preta em diferentes pontos da capital. Também houve relatos de queda de energia no sul da cidade, próximo à base militar.
