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Após ter visto revogado pelos EUA, presidente da Colômbia ironiza: 'não voltarei a ver o Pato Donald'

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se pronunciou após ter seu visto revogado pelos Estados Unidos, acusado de "ações imprudentes e inflamatórias" durante um ato pró-palestina em Nova York. Petro, que estava na cidade para a Assembleia Geral das Nações Unidas, alegou que a medida "viola todas as regras de imunidade" e ironizou: "não voltarei a ver o Pato Donald por enquanto", em publicação no X neste sábado (27).

27 set 2025 - 10h16
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se pronunciou após ter seu visto revogado pelos Estados Unidos, acusado de "ações imprudentes e inflamatórias" durante um ato pró-palestina em Nova York. Petro, que estava na cidade para a Assembleia Geral das Nações Unidas, alegou que a medida "viola todas as regras de imunidade" e ironizou: "não voltarei a ver o Pato Donald por enquanto", em publicação no X neste sábado (27).

Os presidentes Donald Trump (à esquerda) e Gustavo Petro, em fotografias tiradas em 24 de janeiro de 2025 em Los Angeles (EUA) e em 9 de setembro de 2023 na cidade colombiana de Cali, respectivamente.
Os presidentes Donald Trump (à esquerda) e Gustavo Petro, em fotografias tiradas em 24 de janeiro de 2025 em Los Angeles (EUA) e em 9 de setembro de 2023 na cidade colombiana de Cali, respectivamente.
Foto: © Joaquín Sarmiento, Mandel Ngan / AFP/Archivos / RFI

Na sexta-feira (26), o presidente colombiano se juntou à manifestação em frente à sede da ONU, ao lado do músico britânico Roger Waters. Após o protesto, o Departamento de Estado americano acusou Petro de "incitar soldados" contra determinações do governo Trump. 

"O presidente colombiano Gustavo Petro se posicionou em uma rua da cidade de Nova York e incitou os soldados americanos a desobedecerem ordens e incitarem a violência. Revogaremos o visto de Petro devido às suas ações imprudentes e inflamatórias", alertou o Departamento de Estado no X.

Vídeos divulgados pela imprensa mostraram o presidente colombiano pedindo em um alto-falante a criação de um "exército mundial de resgate, cuja principal tarefa será libertar a Palestina".

"As nações do mundo contribuirão com homens e mulheres treinados e armados para formar este grande exército. Ele deve ser maior que o dos Estados Unidos", continuou Petro, cujo país rompeu relações diplomáticas com Israel em 2024, em protesto à guerra na Faixa de Gaza.

"Aqui em Nova York, peço a todos os soldados do Exército dos Estados Unidos que não apontem seus rifles para a humanidade. Desobedeçam à ordem de Trump! Obedeçam à ordem da humanidade!", disse durante o ato.

"EUA não respeitam o direito internacional"

Petro deixou os Estados Unidos na noite de sexta-feira (26) em um avião com destino a Bogotá. Já em território colombiano, ele se pronunciou através do X sobre a revogação de seu visto.

"O que o governo dos Estados Unidos está fazendo comigo viola todas as regras de imunidade nas quais as Nações Unidas e sua Assembleia Geral se baseiam. Os presidentes que comparecem à Assembleia têm imunidade completa", argumentou.

Embora a sede da ONU em Nova York possua extraterritorialidade, os chefes de Estado e de governo precisam transitar pelo território dos Estados Unidos para se deslocarem à Assembleia Geral Anual da organização, tendo, por isso, de viajar com um visto norte-americano.

"Não permitir a entrada da Autoridade Palestina e me privar do meu visto por pedir aos militares americanos e israelenses que não apoiem o genocídio, que é um crime contra a humanidade, demonstra que o governo dos Estados Unidos não respeita mais o direito internacional. A sede das Nações Unidas não pode permanecer em Nova York", concluiu.

As relações entre a Colômbia e os Estados Unidos se deterioraram significativamente desde o retorno de Donald Trump ao poder em janeiro deste ano. Na última terça-feira (23), Gustavo Petro solicitou às Nações Unidas a abertura de "processos criminais" contra o presidente norte-americano, Donald Trump, após ataques militares mortais no Caribe que destruíram barcos que transportavam, segundo Washington, drogas.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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