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América Latina

Vítimas da ditadura se "crucificam" em protesto na Bolívia

26 mar 2012 - 18h22
(atualizado às 18h52)
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Três pessoas se crucificaram nesta segunda-feira em La Paz, amarrados a árvores em frente ao Ministério da Justiça da Bolívia, para exigir que o presidente Evo Morales cumpra uma lei de 2004 que obriga o Estado a pagar indenizações às vítimas das ditaduras militares entre 1964 e 1982. O líder da associação que reúne essas vítimas, Julio Llanos, disse que com essa medida radicalizam o protesto que centenas de pessoas realizam em toda Bolívia há duas semanas contra "a injustiça" de não receber a compensação econômica.

Homem se prende em árvore para pedir indenização em frente ao Ministério de Justiça, em La Paz
Homem se prende em árvore para pedir indenização em frente ao Ministério de Justiça, em La Paz
Foto: EFE

Llanos disse que o nacionalista Morales, que governa a Bolívia desde 2006, não tem "vontade política de fazer o pagamento", e acrescentou que as vítimas das ditaduras manterão uma vigília perante os escritórios da ministra da Justiça, Cecilia Ayllón, até que atendam sua reivindicação. Segundo ele, a indenização, cujo montante deve ser definido em cada caso, é um ato de justiça para os lutaram há meio século contra o Plano Condor, sistema de repressão militar coordenado pelos ditadores de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

Segundo o Ministério da Justiça, desde 2004 cerca de 1,7 mil pessoas receberam a indenização, promulgada pelo presidente Carlos Mesa (2003-05), mas outras seis mil a reivindicam e alegam que foram excluídas injustamente. Llanos disse que todo o processo foi um "engano" sobre o qual querem discutir com o governo.

EFE   
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