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Velório de Chávez entra no 5º dia com homenagens e atos religiosos

Corpo do líder é velado desde quarta-feira passada na Academia Militar em Caracas

10 mar 2013 14h58
| atualizado às 15h15
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Homenagens ao presidente continuam na Academia Militar
Homenagens ao presidente continuam na Academia Militar
Foto: EFE

A capela onde acontece, desde quarta-feira, o velório de Hugo Chávez na Academia Militar de Caracas se transformou em local de peregrinação de seus seguidores, onde ainda acontecem cerimônias religiosas e homenagens populares ao carismático líder bolivariano, cinco dias após sua morte.

Na madrugada deste domingo, o presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da esposa, Cilia Flores, Procuradora-geral da República, voltou a comparecer à capela para participar dos tributos a Chávez e colocou sobre o caixão um boné da equipe de beisebol favorita do presidente, Los Navegantes de Magallanes.

Também na madrugada deste domingo, foi vivido um momento intenso quando o tenente Juan Escalona, ajudante pessoal de Chávez, e vários irmãos do presidente se abraçaram para entoar diversos "joropos", canções típicas das planícies venezuelanas onde o presidente foi criado e com as quais animava seus discursos públicos. "Que viva Chávez!", gritaram abraçados.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, um dos principais aliados regionais de Chávez e que chegou a Caracas na quinta-feira para participar do funeral, voltou a visitar a capela em companhia de sua esposa, Rosario Murillo.

Durante os últimos cinco dias, a televisão pública venezuelana não deixou de transmitir a grande massa de venezuelanos que visitam o caixão de Chávez, além de entrevistar diversas personalidades e companheiros políticos do presidente venezuelano.

"Sua morte doeu muito, mas temos que seguir adiante. E apoiar Maduro mais do que tudo porque foi quem Chávez designou", afirmou à Agência Efe Leidi Díaz, caraquenha de 36 anos, que seguia à espera de ver o presidente.

Na primeira hora deste domingo, foi celebrada uma nova missa com diversas autoridades políticas e, nela, a ministra da Juventude, Mari Pili Hernández, interpretou várias canções.

As filas, com venezuelanos de todas as idades, seguiam sendo de horas para contemplar, embora por alguns breves segundos, o rosto do presidente e reiterar o compromisso com os ideais bolivarianos.

"Estamos certos, vamos votar por Maduro, vai ser o novo presidente da Venezuela. Vamos rumo ao socialismo do século XXI", ressaltou María Sotomayor, da Misión Madres de Barrio, um dos programas governamentais que ajuda mulheres em situação de pobreza.

Também por todos lados, dezenas de comerciantes aproveitavam a ocasião para vender camisetas, bonés, bandeiras venezuelanas e cartazes do falecido presidente.

"Chávez não morreu, se multiplicou", "Agora começa a lenda", "Com Chávez e Maduro, o povo tem certeza", eram algumas das palavras de ordem que cantavam seus milhares de seguidores, que desafiavam as altas temperaturas com as garrafas de água e frutas repartidas por membros das Forças Armadas da Venezuela desdobradas nesta zona de Caracas.

Embora os seguidores reconheçam o caráter único do líder bolivariano, faziam filas em torno de Maduro, que será o candidato que concorrerá nas eleições presidenciais do próximo dia 14 de abril, como determinou ontem o Conselho Nacional Eleitoral.

"Vim com minha irmã. Minha mensagem aos compatriotas é que não se desanimem. O presidente nos ensinou a sermos perseverantes", afirmou Sonia Marite, quando ainda faltavam alguns metros para chegar na Academia Militar.

EFE   
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