"Lixo comunista": o que se sabe sobre agressões a Melina Fachin, filha do ministro do STF?
Recentemente, o campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi palco de um episódio envolvendo a professora Melina Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Melina sofreu agressões verbais e uma cusparada enquanto deixava a Faculdade de Direito, sendo chamada de "lixo comunista" por um homem desconhecido.
O ato de violência foi denunciado nas redes sociais, especialmente por Marcos Gonçalves, advogado e marido de Melina, que classificou o ataque como uma "agressão covarde".
"A Professora Melina obviamente ficou indignada com o ocorrido! Entretanto, é uma mulher extremamente firme, que não se curva a qualquer tipo de ameaça, seja de quem for", disse o advogado ao site Metrópole. Ele acrescentou que ela não se afastará das atividades.
Diante do ataque, a comunidade universitária e diversas entidades manifestaram solidariedade à professora Melina. O Centro de Estudos da Constituição da UFPR emitiu um comunicado expressando veemente repúdio ao ocorrido. O Conselho Federal da OAB, através de sua Comissão Nacional de Direitos Humanos, também se pronunciou, salientando que a democracia depende do respeito às liberdades e ao pluralismo, essenciais para a convivência pacífica.
Quem é Melina Fachin, filha do ministro do Supremo?
Ela é professora de Direito Constitucional e diretora da Faculdade de Direito da UFPR desde 2021. Ela formou-se em Direito em 2005, tem mestrado e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).; Além disso, fez cursos complementares na França e em Portugal. É como advogada no escritório da família e é integrante de entidades jurídicas e de direitos humanos, como a OAB, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR, o Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná e o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB).