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Frente fria leva chuva ao Centro-Oeste e partes das regiões Norte e Sudeste

Avanço de sistema meteorológico altera as temperaturas pelo Brasil, provocando tempestades no Sul, chuva no Centro-Oeste e alerta de ar seco em diversos estados

3 set 2026 - 14h22
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Resumo
Uma frente fria provoca chuvas no Centro-Oeste, Norte e Sudeste, com foco em Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto o Sul enfrenta frio e tempestades com granizo. Paralelamente, o Centro-Oeste sofre com baixa umidade e o Norte e Nordeste registram calor de até 41°C. Segundo a OMM, a intensificação do El Niño deve perdurar até o início do próximo ano, agravando eventos climáticos extremos como secas e enchentes durante a transição para a primavera.

A passagem de um sistema de instabilidade atmosférica altera o clima em diversas regiões do país ao longo dos próximos dias. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e reproduzidas pela Agência Brasil, a nova frente fria leva chuva ao Centro-Oeste e a trechos do Norte e do Sudeste, acumulando precipitações mais intensas entre o Espírito Santo e o norte do estado de Minas Gerais. Ao mesmo tempo, áreas de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal entram em aviso amarelo de perigo potencial devido aos baixos índices de umidade relativa do ar.

Frente fria leva chuva ao Centro
Frente fria leva chuva ao Centro
Foto: Oeste e partes das regiões Norte e Sudeste - Canva / Perfil Brasil

O cenário meteorológico apresenta grande variação de temperaturas ao longo do território nacional. Enquanto Porto Velho e Palmas chegam aos 38°C e Teresina atinge os 41°C, capitais do Sul e Sudeste registram madrugadas frias, com mínimas previstos de 7°C em Curitiba e 12°C em Belo Horizonte. Há ainda previsão de tempestades e queda de granizo no centro-sul do Rio Grande do Sul, sob impacto de um sistema de baixa pressão.

Influência do El Niño e previsões para a primavera

Além do avanço das frentes frias pontuais, o panorama climático global segue influenciado pela intensificação do fenômeno El Niño. Uma atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta quase 100% de probabilidade de permanência do aquecimento das águas do Oceano Pacífico até o início do próximo ano. A secretária-geral da instituição, Celeste Saulo, alertou para os efeitos dessa conjuntura: "Já estamos vendo transtornos e devastação provocados por secas e enchentes, e esperamos que esses impactos aumentem à medida que o El Niño se intensifica".

Diante desse contexto, eventos extremos de chuva e episódios de seca devem continuar marcando o período de transição para a primavera no Hemisfério Sul. A interação do El Niño com as temperaturas dos oceanos Atlântico e Índico continuará moldando o comportamento do tempo no Brasil, alternando períodos de calor intenso e tempestades isoladas.

Perfil Brasil
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