Frente fria leva chuva ao Centro-Oeste e partes das regiões Norte e Sudeste
Avanço de sistema meteorológico altera as temperaturas pelo Brasil, provocando tempestades no Sul, chuva no Centro-Oeste e alerta de ar seco em diversos estados
Uma frente fria provoca chuvas no Centro-Oeste, Norte e Sudeste, com foco em Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto o Sul enfrenta frio e tempestades com granizo. Paralelamente, o Centro-Oeste sofre com baixa umidade e o Norte e Nordeste registram calor de até 41°C. Segundo a OMM, a intensificação do El Niño deve perdurar até o início do próximo ano, agravando eventos climáticos extremos como secas e enchentes durante a transição para a primavera.
A passagem de um sistema de instabilidade atmosférica altera o clima em diversas regiões do país ao longo dos próximos dias. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e reproduzidas pela Agência Brasil, a nova frente fria leva chuva ao Centro-Oeste e a trechos do Norte e do Sudeste, acumulando precipitações mais intensas entre o Espírito Santo e o norte do estado de Minas Gerais. Ao mesmo tempo, áreas de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal entram em aviso amarelo de perigo potencial devido aos baixos índices de umidade relativa do ar.
O cenário meteorológico apresenta grande variação de temperaturas ao longo do território nacional. Enquanto Porto Velho e Palmas chegam aos 38°C e Teresina atinge os 41°C, capitais do Sul e Sudeste registram madrugadas frias, com mínimas previstos de 7°C em Curitiba e 12°C em Belo Horizonte. Há ainda previsão de tempestades e queda de granizo no centro-sul do Rio Grande do Sul, sob impacto de um sistema de baixa pressão.
Influência do El Niño e previsões para a primavera
Além do avanço das frentes frias pontuais, o panorama climático global segue influenciado pela intensificação do fenômeno El Niño. Uma atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta quase 100% de probabilidade de permanência do aquecimento das águas do Oceano Pacífico até o início do próximo ano. A secretária-geral da instituição, Celeste Saulo, alertou para os efeitos dessa conjuntura: "Já estamos vendo transtornos e devastação provocados por secas e enchentes, e esperamos que esses impactos aumentem à medida que o El Niño se intensifica".
Diante desse contexto, eventos extremos de chuva e episódios de seca devem continuar marcando o período de transição para a primavera no Hemisfério Sul. A interação do El Niño com as temperaturas dos oceanos Atlântico e Índico continuará moldando o comportamento do tempo no Brasil, alternando períodos de calor intenso e tempestades isoladas.
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