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Câmara dos Deputados dos EUA aprova projeto de lei para coibir boicotes a Israel por parte de universidades

3 set 2026 - 14h21
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Resumo
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um projeto de lei que bloqueia verbas federais para universidades que boicotem Israel. Impulsionada pela maioria republicana, a medida visa conter protestos nos campi contra a guerra em Gaza, sob a justificativa de combater o antissemitismo. Opositores criticam a proposta por considerarem que ela fere a liberdade de expressão ao punir manifestações legítimas em defesa dos direitos palestinos. O texto segue agora para análise no Senado.

A Câmara dos Deputados ‌dos EUA aprovou, nesta quinta-feira, um projeto de lei para bloquear o auxílio federal a universidades que boicotem Israel, a mais recente medida pró-Israel apoiada pelos republicanos em meio às crescentes críticas dos democratas ao governo israelense em relação à guerra em Gaza.

A ⁠Câmara, de maioria republicana, votou por  237 a 169 a favor ‌da "Lei de Proteção à Liberdade Econômica e Acadêmica", que precisará ser aprovada pelo Senado para se tornar lei.

A guerra em Gaza ‌devastou grande parte do enclave palestino ‌desde que combatentes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas durante ⁠um ataque a Israel em 7 de outubro de 2023, segundo dados israelenses. Os ataques israelenses desde então mataram mais de 73.000 palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

O conflito provocou protestos e apelos ao boicote em muitos campi universitários dos EUA. ‌Em resposta, o presidente republicano Donald Trump direcionou investigações e ameaças ‌de suspensão de verbas ⁠federais contra faculdades ⁠e universidades. O governo e muitos republicanos no Congresso alegam que os manifestantes ⁠eram antissemitas e apoiavam o ‌extremismo.

Os manifestantes negam isso, ‌afirmando que a defesa dos direitos dos palestinos e as objeções à devastação em Gaza não devem ser equiparadas ao antissemitismo ou ao apoio ao extremismo.

A votação na Câmara nesta ⁠quinta-feira seguiu, em grande parte, as linhas partidárias, com apenas dois republicanos votando contra e 33 democratas votando a favor.

O deputado federal Jerrold Nadler, democrata de Nova York, afirmou em comunicado antes da votação que se opunha ‌ao movimento global de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) a Israel, mas votaria contra o projeto porque defendia o direito dos norte-americanos ⁠à liberdade de expressão.

"É a única maneira de garantir que as opiniões com as quais concordo sejam igualmente protegidas", disse Nadler.

O movimento BDS busca isolar Israel devido ao tratamento que dispensa aos palestinos.

Os autores do projeto de lei afirmaram que ele não tinha como objetivo impedir a liberdade de expressão ou o debate acadêmico, mas sim evitar que Israel e o judaísmo fossem alvos de ataques.

"Ele simplesmente diz que, se sua universidade recebe verbas federais dos contribuintes, ela não pode discriminar parcerias acadêmicas ou investimentos com um país", afirmou o deputado federal Josh Gottheimer, democrata de Nova Jersey, em um discurso pedindo apoio.

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