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Jornalista Gloria Steinem, ícone do feminismo nos EUA, morre aos 92 anos

Ativista faleceu serenamente em sua casa na cidade de Nova York

3 set 2026 - 13h07
(atualizado às 13h39)
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Resumo
A jornalista e escritora Gloria Steinem, um dos maiores ícones do feminismo nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York. Voz fundamental na defesa da igualdade de gênero, dos direitos reprodutivos e da educação sexual, a ativista manteve-se atuante até o fim da vida por meio da escrita e de debates sociais. Homenageada por líderes como Hillary Clinton, Steinem deixou um legado histórico de militância e projetos como a transformação de sua residência em um centro de justiça social.

Gloria Steinem, escritora, jornalista, ativista e uma das principais referências do movimento feminista norte-americano, morreu na última quarta-feira (2), em sua casa, em Nova York, aos 92 anos.

Gloria Steinem é uma das principais referências do movimento feminista nos EUA
Gloria Steinem é uma das principais referências do movimento feminista nos EUA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi confirmada por familiares e pelos canais oficiais da Gloria Foundation, nesta quinta-feira (3).

"Gloria Steinem faleceu serenamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por alguns dos muitos que a amavam", diz a publicação. "Os quase 100 anos de vida de Gloria foram bem vividos, e ela continuou lutando pela igualdade até o fim."

Steinem é considerada uma das vozes mais influentes do feminismo contemporâneo nos Estados Unidos, combinando atuação política, jornalismo e militância em defesa da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres, do aborto e da educação sexual.

"Seu maior dom era a capacidade de ouvir os outros ? de fazê-los sentir-se vistos e ouvidos", afirmou o texto, ressaltando que suas palavras, ações e exemplo ajudaram muitas pessoas a viver de maneira mais autêntica.

Steinem passou seus últimos anos dedicada à convivência com outras pessoas e à escrita. Em sua casa em Nova York, recebia centenas de convidados para os chamados "Talking Circles", encontros que, segundo a fundação, ela acreditava que continuariam mesmo depois de sua morte.

A ativista também deixou entre seus últimos projetos o livro "An Unexpected Life" (Uma Vida Inesperada), além do compromisso de transformar sua residência em um espaço voltado a movimentos de justiça social.

A fundação lembrou uma frase frequentemente citada por Steinem: "O bater de asas pode mudar o clima a centenas de quilômetros de distância". Em sua homenagem, a organização pediu que, em vez de flores, admiradores que desejassem prestar tributo fizessem doações para a Gloria Foundation.

A morte de Steinem também provocou homenagens de importantes figuras políticas dos Estados Unidos. A ex-secretária de Estado Hillary Clinton descreveu a ativista como uma pioneira cujo "ativismo estava enraizado no otimismo".

"Ela escancarou portas não apenas para si mesma, mas literalmente para milhões de mulheres que vieram depois dela", afirmou Clinton. 

Ansa - Brasil
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